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5 dias com um misto de ‘já tudo isso?’

SXSW 2026 prega a intuição e o não óbvio para expandir a IA e criar conexões humanas além da tecnologia

Alvaro Machado

Diretor de Estratégia e Inovação da HSM e do Learning Village 18 de março de 2026 - 16h07

O sentimento é de muito aprendizado, com muita troca e abertura. Um dos principais temas é a importância da conexão humana, como forma de potencializar troca de conhecimento, gerar confiança e facilitar novos negócios. A dinâmica do festival promove exatamente isso. Quem vem aberto para se conectar, não se apegando a uma programação rígida e aos temas do seu dia a dia, vive uma experiência absurda.

Nos últimos dias, tivemos a oportunidade de assistir grandes nomes do mercado sobre temas diferentes do que estamos acostumados.

Malcolm Gladwell, autor de best sellers como “Outliers e The Tipping Point”, gravando podcast com Surajert Ghosh, Chief AI Officer da Heineken, e reforçando a importância de estruturar processos novos para explorar o potencial da IA (e não incorporando a tecnologia em processos originalmente analógicos).

Steven Spielberg, uma das atrações mais esperadas, falou sobre a importância da intuição para o processo criativo. Ouvir mais os sussurros do que a voz mais alta do cérebro. A intuição, que vem do conjunto de experiências acumuladas ao longo da vida, demanda uma renovação constante dessas experiências para se manter viva.

Scott Galloway discutiu o cenário político global e norte americano com Jessica Tarlov e James Talarico em gravação do pdocast “Raging Moderates”.

Aza Raskin trouxe uma pesquisa profunda de como a sua empresa Earth Species Project está usando AI para decodificar os sons de animais e da natureza. Parece estranho e sem função? Essa é exatamente a fase da decepção na curva dos 6Ds proposta por Peter Diamandis, da Singularity. A partir do momento que conseguimos quebrar essa barreira de entendimento da comunicação dos animais, a expectativa deles é que o humano deixe de ser o centro e a gente consiga expandir a inteligência humana. Afinal, a maior parte das soluções dos problemas está além da nossa imaginação.

Precisamos olhar para o não óbvio para expandir nosso conhecimento e potencializar nossos resultados. Temas como genética, tecnologias espaciais e muitos outros ainda vão acontecer na programação.