O que um carro sem motorista revela sobre nosso futuro
Primeira corrida em um carro autônomo levanta perguntas sobre serviço humano, tecnologia e comportamento
O que o Waymo pode nos ensinar sobre o futuro da tecnologia e da humanidade?
Waymo é um aplicativo de carros autônomos, já havia visto por Austin algumas vezes, mas ontem foi a primeira vez que eu andei no carro.
Pedi um Uber Confort e veio um Waymo.
Um Jaguar, extremamente limpo, cheiroso; a direção foi cuidadosa, e ao mesmo tempo parecia que eu estava em um episódio de black mirror.
Eu sou fã de uma frase do Sir Ian McKelen, em que ele fala “se você tiver sorte o suficiente de poder pagar um táxi”
E eu redijo com a mesma intenção, se você tiver a sorte o suficiente de poder andar de Uber provavelmente você viverá o mesmo que eu,
Em São Paulo, ultimamente, mesmo em categorias como Uber Black, alguns motoristas são extremamente desrespeitosos, mau educados, parece que estamos fazendo um favor e não pagando por um serviço.
Me faz sempre lembrar sobre o início do Uber no Brasil, com balas, água gelada, motoristas cordiais, uma empresa que veio para ser disruptiva com a monopólia dos táxis.
Sim, não é justo com os motoristas pois sabemos que as plataformas fazem o máximo para maximizar seus lucros, mas veja bem: se a qualidade do serviço premium decai, e você não se sente mais seguro com motoristas humanos por falhas de comportamento, qual será o futuro desse mercado uma vez que carros autônomos entrarem de fato na jogada?
Confesso, que como bom conversante que sou, sinto falta de falar com o motorista, pedir dicas de onde ele gosta de ir e o que eles gostam de fazer;
E eu gosto do atendimento humano, especialmente quando ele é bem feito.
Meu ponto com toda essa conversa, é que isso não é válido apenas para Uber X Waymo. Isso é válido para qualquer serviço que depende de seres humanos, que muitas vezes não tem o treinamento adequado por parte de suas empresas.
Eu vejo a IA como uma grande ameaça exatamente nesses casos, em que o serviço humano peca. E por isso eu bato tanto na tecla de que precisamos ser cada vez melhores, em qualquer business, se queremos competir com a IA.
A bem da verdade, eu não quero competir. Eu quero ganhar. E pra ganhar, preciso superar uma máquina que não tem mau humor, que não cansa, que faz o que pode pra agradar o usuário.
E estamos recém no início desse embate.
Ps: Esse texto foi escrito dentro de um Waymo.