Do turismo ao intercâmbio estudantil

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Do turismo ao intercâmbio estudantil

CVC justifica a estruturação de uma área de intercâmbio e aquisição da Experimento

Roseani Rocha
4 de janeiro de 2017 - 8h00

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Perto da virada do ano, a CVC anunciou uma aquisição que colocou seus dois pés no segmento de viagens de intercâmbio cultural. Por R$ 41 milhões, a companhia adquiriu a Experimento, que atua nesse nicho de mercado há cinco décadas. As diretoras da empresa adquirida, Patricia e Roberta Zocchio, permanecem nas funções, respectivamente, de diretora presidente e diretora executiva.

Uma das marcas mais conhecidas em viagens de turismo, a CVC começou a demonstrar interesse pelo segmento estudantil em 2015, quando contratou Santuza Bicalho, ex-presidente do Student Travel Bureau (STB), para estruturar uma unidade de Viagens de Intercâmbio, chamada CVC Intercâmbio, que hoje possui sete lojas franqueadas – todas abertas a partir do segundo semestre de 2016, já que a primeira foi inaugurada em Santos (SP), em agosto. Já a Experimento possui 38 unidades no mercado nacional.

Patricia Zocchi avalia que o R$ 1,5 bilhão que as viagens de intercâmbio movimentam no Brasil nos colocam entre os maiores mercados exportadores de estudantes para programas de cursos de idiomas.

Com a aquisição, a CVC já anunciou um plano de abrir 70 novos pontos de venda em cinco anos. Luiz Fernando Fogaça, vice-presidente administrativo, financeiro e de relações com os investidores da CVC, explica o plano de expansão. “Serão unidades em todos os estados, tanto nas capitais como em cidades menores, com concentração de renda e com potencial de consumo, porém, a princípio as inaugurações serão na região Sudeste”, revela. O executivo utiliza a própria dimensão do País e a estrutura da CVC para dar a ideia do potencial de crescimento na cobertura da Experimento: a CVC possui 1.064 lojas franqueadas, tendo iniciado há dois anos um plano de interiorização que tem objetivo de atuar em cidades com mais de 50 mil habitantes.

“O Grupo CVC tem liderado a consolidação do setor de turismo e, por isso, tem olhado todas as oportunidades existentes de crescimento. O setor de intercâmbio é um dos mercados em ascensão e complementar às viagens de lazer, que permite gerar sinergia na venda de serviços adicionais de viagens, como seguro viagem, bilhete aéreo etc”, explica Fogaça, sobre as motivações de estruturar uma unidade de intercâmbio e ter investido na compra da Experimento.

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Primeira loja da CVC Intercâmbio foi aberta em Santos (SP), em agosto – Crédito: Divulgação

As negociações com a Experimento começaram há um ano e mesmo após a aquisição, o plano é que as marcas permaneçam com suas respectivas bandeiras e agências de comunicação. O principal motivo é que ambas têm vocações distintas, quanto ao público atendido; enquanto a CVC Intercâmbio tem um perfil mais popular, muitos dos clientes da Experimento estão no segmento de alta renda. A CVC é atendida pela Publicis e a Experimento trabalha, atualmente, com a Helix (branding e comunicação) e Fishy (digital). Por enquanto, não deve haver mudanças nessa configuração de agências.

Nos resultados operacionais, divulgados nesta quarta-feira, 4, a CVC aponta que as reservas confirmadas totalizaram R$ 1,49 bilhão no quarto trimestre de 2016 (crescimento de 13,4% sobre o mesmo período do ano anterior) e R$ 5,5 bilhões em 2016, representando crescimento de 6,5% sobre 2015.

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