Nike e Jordan Brand apresentam uniforme da seleção brasileira
Camisa reserva azul com logotipo Jumpman estreia em amistoso do Brasil contra a França em 26 de março

Camisa reserva da seleção brasileira marca a primeira parceria da Jordan Brand, Nike e CBF (Créditos: Divulgação/Jordan/Nike)
A Jordan Brand e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lançaram na noite dessa quinta-feira, 12, o novo segundo uniforme da seleção brasileira.
A iniciativa marca a primeira vez que a marca ligada ao legado de Michael Jordan participa do desenvolvimento de um uniforme oficial de uma seleção nacional de futebol.
A camisa reserva apresenta o logotipo Jumpman e tem estreia prevista no amistoso entre Brasil e França, marcado para o dia 26 de março.
As primeiras peças da coleção já estão disponíveis no aplicativo e no site da Nike. A partir de 13 de março, a distribuição será ampliada para o mercado brasileiro.
De acordo com as empresas, a colaboração faz parte da estratégia de ampliar a presença da Jordan Brand no futebol e fortalecer a conexão da marca com torcedores e atletas em diferentes mercados.
Para a Nike, a iniciativa também reforça a relação histórica da companhia com o futebol brasileiro, iniciada na década de 1990 com o patrocínio da seleção brasileira.
A nova camisa
O design da camisa azul foi inspirado em elementos da fauna brasileira, com referências a padrões e tonalidades associados a predadores do país.
A peça também incorpora a estampa “Elephant Print”, criada pelo designer Tinker Hatfield para o tênis Air Jordan 3, lançado em 1988, em referência ao legado da marca no basquete.
Além da camisa, a parceria inclui uma coleção complementar de streetwear inspirada nas cores da seleção.
A linha reúne peças de vestuário, itens de treino e modelos de calçados, incluindo versões adaptadas do Air Jordan 1 Low e da chuteira Nike Tiempo.

Camisa reserva da seleção brasileira marca a primeira parceria da Jordan Brand, Nike e CBF (Créditos: Divulgação/Jordan/Nike)
Veto à produção da camisa vermelha
Em abril do ano passado, imagens de uma suposta camisa vermelha da seleção brasileira ganharam as redes sociais e geraram opiniões distintas.
O site internacional Footy Headlines publicou a imagem do novo uniforme que seria usado pelo Brasil na Copa do Mundo de 2026. Diferentemente das tradicionais cores amarelo e azul, desta vez a equipe vestiria vermelho.
A publicação também dizia que a Nike, fornecedora de material esportivo da seleção brasileira, preparava outra mudança para a Copa: além da cor vermelha, os uniformes não teriam o tradicional símbolo da Nike e, sim, o logo da Jordan, outra marca do portfólio da fabricante.
No mesmo dia, a entidade usou as redes sociais para dizer que as cores tradicionais da camisa da seleção (amarelo, azul e branco) seriam mantidas. A confederação também declarou que aquelas imagens que circularam na internet não eram oficiais.
Meses depois, porém, a instituição confirmou oficialmente que uma versão vermelha do uniforme estava em produção.
A alteração para a cor vermelha (que seria o uniforme reserva) havia sido aprovada na gestão anterior, pelo então presidente Ednaldo Rodrigues.
O novo líder da entidade, no entanto, não gostou da variação. Xaud disse, porém, que a decisão de vetar não foi tomada por “lado político”, mas pelo lado “do Brasil e das cores da bandeira”.
Por isso, o dirigente pediu à Nike que interrompesse o projeto das camisas vermelhas e produzisse o uniforme da Copa de 2026 com as cores tradicionalmente usadas pelo Brasil. “Realmente estava em produção. Fiz uma reunião com a Nike para que parasse”, declarou Xaud, segundo reportagem do ge.
O vermelho na seleção brasileira
Embora o Brasil nunca tenha usado a cor vermelha em campo em uma Copa do Mundo, a seleção já vestiu o tom em duas competições oficiais.
A primeira delas foi em 1917, pelo Campeonato Sul-Americano (competição que, na década de 1970, passaria a se chamar Copa América).
Naquele ano, o uniforme principal da seleção brasileira era branco. Porém, as seleções adversárias do Uruguai e do Chile também utilizavam a mesma cor. Por sorteio, portanto, foi definido que os jogadores do Brasil vestiriam camisas vermelhas na competição.
Posteriormente, em 1936, na mesma competição, o Brasil perdeu no sorteio e teve de mudar seu uniforme para enfrentar o Peru, que vestia branco.
Nas Copas do Mundo, o Brasil adotou o uniforme branco como principal até o Mundial de 1950. A cor foi abolida após a derrota para o Uruguai, no Maracanã. Após um concurso, o amarelo foi escolhido como a nova cor que representaria a seleção brasileira.
O primeiro título brasileiro em uma Copa do Mundo, contudo, veio quando o Brasil vestia o uniforme azul. Em 1958, na final contra a Suécia, como o time da casa também jogava de amarelo, a seleção brasileira não pôde usar sua cor tradicional e entrou em campo com o uniforme azul.
De acordo com o estatuto da CBF, os uniformes da seleção devem obedecer às “cores existentes na bandeira da CBF”, podendo variar de acordo com exigências do clima, em modelos aprovados pela diretoria, não sendo obrigatório que cada uniforme contenha todas as cores da bandeira e sendo permitida a criação de modelos comemorativos em outras cores, desde que aprovados pela diretoria.
Em 2023, por exemplo, a Nike criou uma camisa especial para a seleção brasileira em um amistoso contra a Guiné. Pela primeira vez, os jogadores entraram em campo de preto, em uma ação da confederação de combate ao racismo.
