Ipsos: 17% dos pais relatam que filhos sofreram cyberbullying

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Ipsos: 17% dos pais relatam que filhos sofreram cyberbullying

Estudo realizado em 28 países aponta redes sociais como principal ambiente para agressão de menores de idade

Salvador Strano
13 de julho de 2018 - 9h28

Um em cada três pais afirmam saber de uma criança em sua comunidade vítima de cyberbullying. O dado é de uma pesquisa da Ipsos, realizada em 28 países, com 20.793 entrevistados, no período de março a abril de 2018. A maioria das pessoas ouvidas ainda afirma que as medidas para coibir a prática são insuficientes.

O índice de cyberbullying está crescendo, aponta estudo (crédito: ClarkandCompany/iStock)

Globalmente, 17% dos genitores ouvidos afirmaram que seus próprios filhos sofreram com esse tipo de agressão. Em diversos países, esse número vem crescendo nos últimos anos.  Na África do Sul, por exemplo, desde 2011 a taxa saltou de 10% para 25%. Nos Estados Unidos, o índice avançou 12 pontos percentuais, atingindo 27% em 2018.

Danilo Cersosimo: Comportamentos antissociais ou de bullying sempre existiram nas relações humanas, especialmente entre crianças e adolescentes. A diferença é que agora as redes sociais potencializam essa prática e a torna ainda mais danosa

De acordo com os critérios da pesquisas, o cyberbullying é praticado quando uma criança ou adolescente (ou mesmo um grupo de pessoas menores de idade) intimidam, ofendem, ameaçam ou embaraçam outra criança, especialmente através do uso de tecnologia, como sites, aplicativos de troca de mensagens ou redes sociais.

A maior parte do assédio é feito dentro de redes sociais. Nesse quesito, a América Latina é a região onde este ambiente é mais comum para a prática do assédio, com 76% dos casos relatados. O menor índice foi registrado nos países da Ásia-pacífico, com 53%. Ao todo, pouco mais da metade das crianças foram vítimas de colegas de sala.

“Comportamentos antissociais ou de bullying sempre existiram nas relações humanas, especialmente entre crianças e adolescentes. A diferença é que agora as redes sociais potencializam essa prática e a torna ainda mais danosa”, afirma Danilo Cersosimo, diretor da Ipsos Public Affairs.

O executivo afirma, ainda, que ampliar campanhas de conscientização e divulgar canais de denúncias para vítimas de cyberbullying são o primeiro passo para combater a prática. “Investir em tecnologia que permita rastrear e identificar agressores visando tornar as investigações mais ágeis e estabelecer uma regulação mais rígida sobre essa prática também contribuirão para coibir, ao menos parcialmente, a incidência deste comportamento”, sugere.

*Créditos da imagem no topo: vernonwiley/iStock

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