Super Bowl: disputa da mídia valoriza a NFL
Nos EUA, valor das cotas publicitárias aumentou; no Brasil, cresce número de fãs e players

Emissoras valorizam Super Bowl na programação e conquistam marcas em exibição da NFL (Crédito: Mike-Orlov-shuterstock)
O Super Bowl, principal evento da National Football League (NFL), que acontece neste domingo, 8, movimenta anunciantes e a mídia.
O evento acontece no Levi’s Stadium, em Santa Clara, EUA, e terá a presença do cantor Bad Bunny, que acaba de conquistar três Grammy, no show do intervalo.
Nos Estados Unidos, a finalíssima tem exibição pela NBCUniversal.
No país, a transmissão é exclusiva de uma plataforma que ganha, também, os direitos de negociar as cotas para um dos intervalos mais caros da TV americana, em esquema no qual o mercado define como The Rotation.
De fato, no primeiro momento, o preço base para a inserção de 30 segundos girava em torno de US$ 7 milhões.
Contudo, a alta demanda pelo espaço fez aumentar o valor e, segundo dados do Ad Age, a rede pediu cerca de US$ 9 milhões.
Essa valorização, portanto, é reflexo da audiência da liga e, especialmente, do Super Bowl no país.
Assim, a vitória do Philadelphia Eagles sobre o Kansas City Chiefs no ano passado, por exemplo, alcançou 127,7 milhões de espectadores, segundo os dados finais da Nielsen.
O número, portanto, significa aumento de 3,5%, em relação ao ano anterior.
Valorização do Super Bowl no Brasil
No Brasil, o crescimento do apelo da NFL fez com que as regras de negociação da exibição do Super Bowl fossem alteradas.
A Globo que, pela primeira vez, adquiriu os direitos da competição, é uma das detentoras do evento.
Já a ESPN, historicamente detentora dos direitos no País, negociou com a liga, conseguiu reverter a decisão e também pode transmitir os jogos da NFL.
Assim, com a finalíssima, a Globo se coloca como casa do futebol americano.
Cuja transmissão é compartilhada com a veterana ESPN.
Durante a cobertura, de fato, a Globo faz uso de todo o ecossistema que integra plataformas como TVs lineares (aberta e fechada), digital, streaming, out-oh-home (Eletromidia), redes sociais e outros veículos.
Segundo Claudio Paim, diretor de produtos publicitários em canais da Globo, esse conjunto de iniciativas durante a temporada 2025/26 reforça como o ecossistema integrado potencializa a participação do mercado publicitário.
Além de ampliar a presença das marcas no ambiente da NFL.
A Globo conta com 53 marcas presentes em suas exibições em entregas nas diferentes plataformas.
Entre essas marcas, três são patrocinadores fixos: XP, Perdigão e Ford.
Ainda, em relação ao público, dados da própria emissora apontam que 62% das pessoas impactadas pelas transmissões da NFL são novos fãs em relação à temporada passada.
“A chegada da NFL à Globo fortalece o diálogo com um público cada vez mais interessado na modalidade, especialmente entre os jovens, e contribui para a ampliação e renovação da base de fãs no país”, afirma Eduardo Gabbay, diretor de canais esportivos da Globo.
Sinergia entre meios
Essa sinergia entre os meios – especialmente com a TV aberta – já era uma das pretensões da liga norte americana ao negociar com a Globo.
Portanto, pouco depois de anunciar a entrada da modalidade em seu catálogo e fazer a estreia com o São Paulo Game, a emissora já começava a inserir o esporte em sua programação.
Em uma dessas iniciativas, a novela Vale Tudo serviu como palco para essa apresentação.
Dessa forma, Ivan, personagem do ator Renato Góes, convidou Bruno para ir até São Paulo para acompanhar a partida que aconteceu no Brasil.
Essa ação, portanto, foi patrocinada pela RAM, uma das marcas que também é patrocinadora das transmissões na ESPN e da liga no Brasil.
“Esse modelo de cobertura integrada terá seu ponto alto na 60ª. edição do Super Bowl. No Sportv, a decisão ocorrerá ao longo da semana. A programação terá a participação de correspondentes, que trarão informações atualizadas das equipes finalistas direto da Califórnia”, completa Gabbay.
Público fiel
Contudo, se, por um lado, a Globo garantiu mais de 50 marcas em sua cobertura da NFL, do outro a ESPN, juntamente com Disney +, também se movimentou.
Assim, o canal garantiu patrocinadores para a exibição da temporada regular e da final.
De fato, o canal do grupo Disney é detentor dos direitos da competição há mais de 20 anos e tem o Super Bowl como base importante de audiência.
No ano passado, a finalíssima gerou audiência 9% superior à do ano anterior. Esse dado deixa o canal na liderança do ranking de audiência do segmento.
Além disso, sete marcas fixas apoiaram a temporada na ESPN.
Além de C6, Snickers, RAM (patrocínio máster) e Philco, que ocupou a cota Premium durante a temporada regular, chegaram para a reta final, que envolve playoffs e a finalíssima, a Movida, Apple e Stihl.
Giselle Ghinsberg, diretora de ad sales and partnership The Walt Disney Company, explica que o grupo de mídia está satisfeito com a relevância que o esporte tem para o canal.
“Com público fiel e engajado, conseguimos grandes parcerias com grandes marcas ao longo dos últimos anos, e não foi diferente agora. Isso conversa diretamente com a estratégia de direct-to-consumer: a NFL é um conteúdo premium que ajuda a atrair e manter assinantes no streaming, ao mesmo tempo em que mantém força comercial e editorial na ESPN”, comenta.
