Mídia

Super Bowl: disputa da mídia valoriza a NFL

Nos EUA, valor das cotas publicitárias aumentou; no Brasil, cresce número de fãs e players

i 4 de fevereiro de 2026 - 6h03

Emissoras valorizam Super Bowl em sua programação e conquistam marcas em exibição da NFL (Crédito: Mike-Orlov-shuterstock)

Emissoras valorizam Super Bowl na programação e conquistam marcas em exibição da NFL (Crédito: Mike-Orlov-shuterstock)

O Super Bowl, principal evento da National Football League (NFL), que acontece neste domingo, 8, movimenta anunciantes e a mídia.

O evento acontece no Levi’s Stadium, em Santa Clara, EUA, e terá a presença do cantor Bad Bunny, que acaba de conquistar três Grammy, no show do intervalo.

Nos Estados Unidos, a finalíssima tem exibição pela NBCUniversal.

No país, a transmissão é exclusiva de uma plataforma que ganha, também, os direitos de negociar as cotas para um dos intervalos mais caros da TV americana, em esquema no qual o mercado define como The Rotation.

De fato, no primeiro momento, o preço base para a inserção de 30 segundos girava em torno de US$ 7 milhões.

Contudo, a alta demanda pelo espaço fez aumentar o valor e, segundo dados do Ad Age, a rede pediu cerca de US$ 9 milhões.

Essa valorização, portanto, é reflexo da audiência da liga e, especialmente, do Super Bowl no país.

Assim, a vitória do Philadelphia Eagles sobre o Kansas City Chiefs no ano passado, por exemplo, alcançou 127,7 milhões de espectadores, segundo os dados finais da Nielsen.

O número, portanto, significa aumento de 3,5%, em relação ao ano anterior.

Valorização do Super Bowl no Brasil

No Brasil, o crescimento do apelo da NFL fez com que as regras de negociação da exibição do Super Bowl fossem alteradas.

A Globo que, pela primeira vez, adquiriu os direitos da competição, é uma das detentoras do evento.

Já a ESPN, historicamente detentora dos direitos no País, negociou com a liga, conseguiu reverter a decisão e também pode transmitir os jogos da NFL.

Assim, com a finalíssima, a Globo se coloca como casa do futebol americano.

Cuja transmissão é compartilhada com a veterana ESPN.

Durante a cobertura, de fato, a Globo faz uso de todo o ecossistema que integra plataformas como TVs lineares (aberta e fechada), digital, streaming, out-oh-home (Eletromidia), redes sociais e outros veículos.

Segundo Claudio Paim, diretor de produtos publicitários em canais da Globo, esse conjunto de iniciativas durante a temporada 2025/26 reforça como o ecossistema integrado potencializa a participação do mercado publicitário.

Além de ampliar a presença das marcas no ambiente da NFL.

A Globo conta com 53 marcas presentes em suas exibições em entregas nas diferentes plataformas.

Entre essas marcas, três são patrocinadores fixos: XP, Perdigão e Ford.

Ainda, em relação ao público, dados da própria emissora apontam que 62% das pessoas impactadas pelas transmissões da NFL são novos fãs em relação à temporada passada.

“A chegada da NFL à Globo fortalece o diálogo com um público cada vez mais interessado na modalidade, especialmente entre os jovens, e contribui para a ampliação e renovação da base de fãs no país”, afirma Eduardo Gabbay, diretor de canais esportivos da Globo.

Sinergia entre meios

Essa sinergia entre os meios – especialmente com a TV aberta – já era uma das pretensões da liga norte americana ao negociar com a Globo.

Portanto, pouco depois de anunciar a entrada da modalidade em seu catálogo e fazer a estreia com o São Paulo Game, a emissora já começava a inserir o esporte em sua programação.

Em uma dessas iniciativas, a novela Vale Tudo serviu como palco para essa apresentação.

Dessa forma, Ivan, personagem do ator Renato Góes, convidou Bruno para ir até São Paulo para acompanhar a partida que aconteceu no Brasil.

Essa ação, portanto, foi patrocinada pela RAM, uma das marcas que também é patrocinadora das transmissões na ESPN e da liga no Brasil.

“Esse modelo de cobertura integrada terá seu ponto alto na 60ª. edição do Super Bowl. No Sportv, a decisão ocorrerá ao longo da semana. A programação terá a participação de correspondentes, que trarão informações atualizadas das equipes finalistas direto da Califórnia”, completa Gabbay.

Público fiel

Contudo, se, por um lado, a Globo garantiu mais de 50 marcas em sua cobertura da NFL, do outro a ESPN, juntamente com Disney +, também se movimentou.

Assim, o canal garantiu patrocinadores para a exibição da temporada regular e da final.

De fato, o canal do grupo Disney é detentor dos direitos da competição há mais de 20 anos e tem o Super Bowl como base importante de audiência.

No ano passado, a finalíssima gerou audiência 9% superior à do ano anterior. Esse dado deixa o canal na liderança do ranking de audiência do segmento.

Além disso, sete marcas fixas apoiaram a temporada na ESPN.

Além de C6, Snickers, RAM (patrocínio máster) e Philco, que ocupou a cota Premium durante a temporada regular, chegaram para a reta final, que envolve playoffs e a finalíssima, a Movida, Apple e Stihl.

Giselle Ghinsberg, diretora de ad sales and partnership The Walt Disney Company, explica que o grupo de mídia está satisfeito com a relevância que o esporte tem para o canal.

“Com público fiel e engajado, conseguimos grandes parcerias com grandes marcas ao longo dos últimos anos, e não foi diferente agora. Isso conversa diretamente com a estratégia de direct-to-consumer: a NFL é um conteúdo premium que ajuda a atrair e manter assinantes no streaming, ao mesmo tempo em que mantém força comercial e editorial na ESPN”, comenta.