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New York Times ganha 1,4 mi de assinantes digitais em 2025

Publicação atinge um total de 12,78 milhões de assinantes; já o The Washington Post anuncia demissão em massa

i 4 de fevereiro de 2026 - 15h57

New York Times

The New York Times atinge um total de 12,78 milhões de assinantes (Crédito: Amanda Schnaider)

O The News York Times (NYT) está cada vez mais próximo de atingir a meta de ter 15 milhões de assinantes até o final de 2027. O veículo de comunicação norte-americano ganhou 1,4 milhão de assinantes digitais em 2025, segundo divulgado pela própria companhia nesta quarta-feira, 4, encerrando o ano com um total de 12,78 milhões de assinantes.

O maior crescimento do ano passado veio no último trimestre, quando o jornal ganhou 450 mil novos assinantes digitais. De acordo com o veículo, parte desse aumento se deu graças às melhorias nas assinaturas familiares, que introduziu em setembro de 2025, permitindo com que até quatro usuários compartilhem uma única conta. No entanto, essas assinaturas familiares são contabilizadas como duas e têm um preço superior ao das individuais.

Segundo a companhia, menos de 3% dos assinantes digitais do The New York Times eram adicionais de assinaturas familiares.

Outro segmento que tem impulsionado o bom resultado do jornal foi o crescimento das assinaturas de mais de um produto, uma vez que, além das notícias, o The New Tork Times oferece receitas, dicas culinárias, jogos e recomendações de produtos. Até o final do quarto trimestre de 2025, mais da metade dos assinantes do veículo pagava pelo uso dos múltiplos produtos. Segundo a companhia, esse número não será mais divulgado nos próximos relatórios.

Resultados de negócio

Junto com o crescimento das assinaturas veio a alta de 10,4% da receita total do trimestre em relação ao ano anterior, atingindo US$ 802,3 milhões. O lucro operacional do jornal também cresceu duplo dígito (12,8%), chegando em US$ 192,3 milhões, assim como os custos operacionais (10,5%), alcançando US$ 640,7 milhões.

A receita de assinaturas do The New York Times também cresceu (13,9%) no quarto trimestre de 2025, em relação ao ano anterior, chegando a US$ 381,5 milhões, enquanto a receita total de assinaturas atingiu US$ 510,5 milhões, com um crescimento mais modesto, de 9,4%.

O maior crescimento na receita foi a de publicidade digital, que foi de 24,9% em relação ao ano anterior, alcançando US$ 147,2 milhões. Segundo a companhia, isso foi atribuído a forte demanda dos anunciantes e a novos espaços publicitários. Já a receita de afiliados e licenciamento teve um aumento mais modesto, de 5,5% em comparação com 2024, chegando a US$ 100,2 milhões no trimestre.

A receita média por assinante digital do The News York Times também teve uma alta menos expressiva, de 1% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 9,72 no quarto trimestre. Segundo a empresa, essa métrica é usada para ajudar a medir a saúde do negócio de assinaturas.

Por sua vez, a receita de assinaturas da versão impressa continuou em declínio, de 2%, em relação a 2024, para US$ 129 milhões.  Ao final de 2025, o veículo tinha 570 mil assinantes da versão impressa, contra 610 mil ao final de 2024.

No final de 2025, o The New York Times tinha US$ 1,2 bilhão em caixa e títulos negociáveis. Além disso, o conselho de administração votou a favor do pagamento de um dividendo trimestral de 23 centavos de dólar por ação, um aumento de 5 centavos de dólar em relação ao trimestre anterior.

Demissões no The Washington Post

Ao contrário do The New York Times, parece que os negócios do The Washington Post, jornal norte-americano do empresário Jeff Bezos, não andam tão bem. Nesta quarta-feira, 4, o veículo deu início a uma ampla onda de demissões em massa, que devem afetar as áreas de esportes, notícias locais e cobertura internacional da organização, segundo informações do NYT.

Fontes ligadas a decisão disseram ao NYT que a demissão deve atingir cerca de 30% de todos os funcionários do The Washington Post, incluindo pessoas da área comercial e mais de 300 dos aproximadamente 800 jornalistas da redação.

A decisão foi comunicada aos funcionários editor-chefe executivo, Matt Murray, que, durante teleconferência na manhã desta quarta-feira, 4, ressaltou que a companhia vinha acumulando prejuízos por muito tempo, não estava atendendo às necessidades dos leitores e que, a partir de agora, estará mais focada em notícias e política nacionais, além de negócios e saúde, e menos em outras áreas.

Junto aos cortes, outras decisões foram tomadas. O Post encerrou a sua seção de esportes, transferindo parte dos repórteres para a seção de reportagens especiais, continuando a cobrir a cultura esportiva. O veículo também reduziu a seção de notícias locais e fechou a seção de livros e o podcast diário de notícias “Post Reports”.

O The Washington Post também reduziu a cobertura internacional, demitindo repórteres e editores no Oriente Médio, Índia e Austrália.