Com cinemas fechados, Paris Filmes recorre à websérie

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Com cinemas fechados, Paris Filmes recorre à websérie

Distribuidora do longa Depois A Louca Sou Eu, empresa participa da criação de série inspirada no contexto da história, protagonizada por Débora Falabella

Bárbara Sacchitiello
23 de abril de 2020 - 6h00

Protagonista do filme, atriz Déobora Falabella estreia o conteúdo extra baseado no longa – e inspirado no período de isolamento social (Crédito: Reprodução)

Antes da pandemia da Covid-19, a Paris Filmes preparava para o dia 30 de abril a estreia do longa Depois a Louca Sou Eu, uma produção da Morena Filmes, baseado no livro homônimo da escritora Tati Bernardi. Protagonizado pela atriz Débora Falabella, o filme – assim como todas as produções previstas para entrar nas salas de cinema do País no período – teve sua estreia adiada por conta das medidas de distanciamento social.

Na impossibilidade de exibir o filme, a produtora, a distribuidora e a atriz tiveram uma ideia: oferecer pílulas baseadas na história no formato de websérie. Mariza Leão, produtora do longa-metragem e sócia da Morena Filmes, conta que o projeto da websérie foi desenhado pela diretora do longa, Julia Rezende, em conjunto com a atriz Débora Falabella. “Elas perceberam que o filme e a personagem principal, Dani, têm cada vez mais identificação com o público nesse momento de quarentena. Essa websérie surgiu por conta da pandemia e ficamos bastante surpresos com o alcance que atingiu”, conta Mariza.

Com o nome de Diário de uma Quarentena, a websérie coloca a protagonista de Depois a Louca Sou Eu no universo atual da pandemia da Covid-19. Com relatos bem-humorados, a personagem apresenta seu dia-dia e dia e as formas como tenta lidar com suas crises de ansiedade em meio a esse período difícil. A previsão da Paris Filmes é lançar cinco episódios da série, todos roteirizados por Gustavo Lipenzstein, responsável também pelo longa. Os episódios são gravados por Débora Falabella, diretamente de sua casa, sob direção remota de Julia Rezende.

“Nosso objetivo é aproximar o filme da sua audiência por um caminho inovador, já que os meios de divulgação convencionais não fariam sentido neste momento e os posts tradicionais não estavam tendo o alcance e engajamento ideal justamente porque os cinemas estão fechados e as pessoas ainda não sabem a data certa da reabertura”, comenta Jorge Assumpção, diretor de marketing da Paris Filmes.

O executivo relata que tanto a distribuidora quanto a produtora do filme se surpreenderam com a reação do público em relação à websérie. “Com os dois primeiros episódios, em apenas dez dias, tivemos um alcance de mais de 3 milhões de pessoas no Facebook e no Instagram”, conta. “Temos de adequar o cenário de lançamentos para quando os cinemas puderem reabrir com responsabilidade e a segurança garantida para nossos espectadores. Há outros formatos já em andamento para diversos projetos, como lives, bate-papo com atores, ações sociais e conteúdos exclusivos, cada um procurando criar uma identificação especial para cada perfil de audiência e target”, antecipa.

Na opinião do diretor da Paris Filmes, o cenário é desafiador para toda a indústria do audiovisual e o reagendamento de todas as estreias adiadas exigirá muita flexibilidade e estratégia por parte das distribuidoras, produtoras e exibidoras. “Será desafiador para nós, mas para o espectador será uma oportunidade incrível de voltar a ver seus filmes nos cinemas, aproveitando o fato de que a diversidade definitivamente será grande e capaz de atender a todos os perfis de público”, reforça.

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