Facebook terá Reels para tentar renovar imagem da plataforma

Buscar
Publicidade

Mídia

Facebook terá Reels para tentar renovar imagem da plataforma

Ferramenta do Instagram será levada ao aplicativo principal da companhia e, além de atrair os jovens, também quer mostrar novas opções comerciais aos anunciantes


30 de setembro de 2021 - 7h57

(Crédito: Reprodução/Facebook Inc.)


Do Advertising Age

O Facebook está levando o Reels, sua ferramenta de vídeos curtos inspirada no TikTok, para o ambiente de seu aplicativo principal (o próprio Facebook). Com programa, criado para o Instagram, a companhia também espera ter novas opções de publicidade.

Nessa quarta-feira, 29, o Facebook anunciou algumas mudanças para sua plataforma principal, entre elas a introdução do Reels, em um movimento que indica que a empresa está tentando evoluir para não se tornar uma rede social obsoleta. O TikTok, da chinesa ByteDance, tem se mostrado um rival formidável ao combinar edições de vídeos criativas a um algoritmo viciante.

“As pessoas podem descobrir Reels com base em seus interesses ou na seção News Feed, dedicada a mostrar o que é popular”, disse o Facebook em seu blog oficial.

Há um ano, a companhia introduziu a ferramenta Reels no Instagram, o que ajudou a dar aos creators uma nova forma de exibir seus vídeos e participar das conversas e das tendências exibidas, assim como faz o TikTok. Nesta semana, o aplicativo chinês anunciou o marco de 1 bilhão de usuários ativos. O Facebook possui uma média diária de 1,9 bilhão de usuários e de 2,8 bilhões de usuários considerando todos os seus aplicativos, incluindo o Instagram.

O Facebook Reels é mais um exemplo de como as empresas de mídias sociais nos Estados Unidos estão tentando oferecer aos seus usuários, especialmente os influenciadores populares, que podem se tornar celebridades da internet, uma forma de alcançar audiências maiores. Os vídeos do Reels são exibidos para todos os usuários do aplicativo, não apenas para quem segue aquela conta.

Os vídeos também são populares entre as marcas. “Assim como no Instagram, em breve começaremos a testar anúncios de tela cheia e imersivos no Reels”, declarou o Facebook, no comunicado. “Assim como acontece com o conteúdo orgânico, as pessoas podem comentar, dar likes, visualizar, salvar, compartilhar ou pular os anúncios”, completou.

Em junho, o Instagram começou a exibir seus primeiros anúncios na ferramenta Reels, com marcas como BMW, Nestlé, Nespresso, Louis Vuitton, Uber e Netflix.

Agora, o Facebook está promovendo o Reels como uma nova forma para as empresas e marcas se conectarem com uma nova audiência. “No Facebook, testaremos anúncios em stickers e banners”, declarou a empresa.

A rede social também tem um modelo de remuneração para os maiores creators pelo programa Reels Play, que é parte do compromisso da companhia em doar US$ 1 bilhão como estímulo aos criadores de conteúdo de suas plataformas. O Snapchat tem um programa similar que concedeu US$ 1 milhão por dia aos creators que tiveram melhor performance no Spotlight, uma seção lançada no ano passado para fazer frente à concorrência do TikTok.

O YouTube também tentou criar uma resposta ao TikTok com o YouTube Shorts e até mesmo o Reddit está desenvolvendo uma seção de vídeos curtos depois de ter comprado o Dubsmash, outra rival do TikTok, no ano passado.

A expansão do Reels acontece em um momento sensível para o Facebook e Instagram, já que ambos estão sob os holofotes nas discussões de como a mídia social afeta os adolescentes. Provavelmente nenhuma outra tendência das mídias sociais tenha capturado tanto os adolescentes nos últimos anos como os vídeos curtos e divertidos de plataformas como TikTok e Instagram. Nessa terça-feira, 28, o Wall Street Journal publicou mais um capítulo de uma série de reportagens intitulada “Os Arquivos do Facebook”, que revela documentos internos da companhia. A reportagem mostrava a preocupação dos executivos da companhia em criar produtos que mantivessem os jovens atraídos as plataformas e apontava o sucesso de aplicativos como Snapchat e TikTok como perigos para o futuro do Facebook.

Essa não é a primeira vez que o Facebook faz uma mudança importante em sua plataforma principal inspirada nos novos comportamentos da audiência. Em 2016, o Instagram adicionou o Stories, as postagens de 24 horas de duração por conta da popularização do Snapchat. Os vídeos se tonaram onipresentes no mundo da publicidade e obrigou as marcas a desenvolver nossas estratégias criativas para formatos verticais e adaptados ao mobile.

Publicidade

Compartilhe

Veja também