MotoGP terá 11 marcas na volta ao Brasil
Corrida em Goiânia terá Estrella Galicia como title sponsor, além de Red Bull, Honda e Qore como patrocinadores

Piloto brasileiro Diogo Moreira durante testes da MotoGP (crédito: Dorna)
De volta ao Brasil após 22 anos, a MotoGP já tem 11 marcas confirmadas para a etapa marcada para 20 a 22 de março, no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia. A cerveja Estrella Galicia 0,0 será a title sponsor da corrida, que se chamará Estrella Galicia 0,0 Grande Prêmio do Brasil.
A marca já é patrocinadora da categoria e do GP da Espanha, além dos pilotos Marc Márquez, um dos principais nomes da modalidade, e o brasileiro Diogo Moreira, que estreia na MotoGP nesta temporada. Já Red Bull, Honda e Qore, empresa da área de investimentos, são os demais patrocinadores principais da etapa brasileira.
A Brasil Motorsport, responsável pela realização da prova de motociclismo e do GP São Paulo de Fórmula 1, ainda negocia três cotas de apoio, sendo uma com um banco e outra com uma empresa de energia e combustíveis.
Fan zone e hospitalidade
Ao longo dos três dias de evento será montada uma fan zone no autódromo com ativações de marcas e atrações de entretenimento para o público. Estarão no espaço, além dos quatro patrocinadores já citados, BitGet, BMW, CF Motos, KTM, Oakley, World Wine e Wurth.
“A indústria de motos no Brasil é grande, é a quinta maior do mundo. Conseguimos captar marcas não endêmicas, como financeiras e da área de serviços. São marcas que enxergam o evento como plataforma de relacionamento e geração de negócios”, afirma Francisco Matos, diretor comercial da MotoGP, citando que os pacotes de hospitalidade foram negociados com cem empresas.
Além das ativações das marcas, a fan zone terá espaço de experiências para o público, um grande show de música por dia e apresentações de DJs. Os pilotos também passarão pelo palco para interagir com os fãs.
A organização comercializou 150 mil ingressos para o final de semana da prova, sendo 50 mil para cada um dos três dias de evento. Os bilhetes de arquibancada se esgotaram em 24 horas após a abertura das vendas, em setembro do ano passado. Segundo a organização, 81% do público é de fora de Goiás – fãs de todos os estados do País compraram bilhetes –, e cerca de 15% do público será de fora do Brasil.

Obras no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia (crédito: divulgação)
Retorno ao País e impacto econômico
A última etapa da MotoGP no Brasil ocorreu no Rio de Janeiro, em 2004. Anteriormente, a categoria correu em Goiânia nas temporadas de 1987, 1988 e 1989. No retorno ao País, o contrato da Brasil Motorsport com a federação internacional de motociclismo (FIM) é válido inicialmente até 2030.
Para receber a categoria, o Autódromo Internacional Ayrton Senna está recebendo investimentos da ordem de R$ 55 milhões do Governo de Goiás. As obras estão em fase final. “O autódromo terá o mais alto padrão internacional. Existe a chance de o recorde de velocidade da categoria ser batido neste ano, superando 370 quilômetros por hora no final da reta principal”, projeta Matos.
Segundo projeções da empresa, o impacto econômico da prova na cidade é estimado entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões. A FGV é a responsável por fazer um estudo pré, durante e pós o evento para mensurar a movimentação econômica.
A temporada da MotoGP é transmitida pela ESPN, da Disney, e o Grande Prêmio do Brasil, especificamente, também terá exibição na Band, na TV aberta.

Ativação da MotoGP em Goiânia com contagem regressiva para a prova (crédito: divulgação)
Campanha de comunicação e agenda ESG
A organização da prova realizou uma ativação no Monumento aos Três Marcos, em Goiânia, para promover a prova. Foi instalado um contador digital que está fazendo a contagem regressiva para o evento. Além de outras ativações na cidade, a estratégia de comunicação inclui a produção de conteúdo para as redes sociais. O Estrella Galicia 0,0 Grande Prêmio do Brasil tem Kalas, Neooh e Duas Rodas como parceiros de mídia.
A prova do Brasil também assumiu o compromisso com o desenvolvimento de práticas sustentáveis, alinhadas às diretrizes da Dorna, detentora dos direitos comerciais da MotoGP, ao Código Ambiental da FIM e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.
As principais diretrizes e metas são a compensação de 100% das emissões geradas pelo evento, com meta de neutralidade de carbono até 2030; a gestão de resíduos e redução de plásticos; o incentivo ao uso de transporte coletivo, público e compartilhado pelo público; uso de energia renovável e eficiência energética; e programas de inclusão social e capacitação profissional, além de conscientização ambiental.