Grupo Pão de Açúcar pede recuperação extrajudicial
Com dívidas estimadas em R$ 4,5 bilhões, companhia garante que lojas seguirão funcionando normalmente

(Crédito: Wirestock Creators/Shutterstock)
O Grupo Pão de Açúcar (GPA) anunciou nesta terça-feira, 10, a celebração de um plano de recuperação extrajudicial, que será apresentado aos principais credores.
Em fato relevante, a empresa afirma que o plano “abrange determinadas obrigações de pagamento sem garantia que não constituem obrigações correntes ou operacionais da Companhia, no montante total de R$ 4,5 bilhões.”
O plano estabelece que ficam excluídas as obrigações correntes junto a fornecedores, parceiros e clientes, bem como obrigações trabalhistas, que não serão afetadas.
O pedido de recuperação extrajudicial é parte das negociações que o GPA já vinha conduzindo na tentativa de sanar problemas financeiros.
Há alguns dias, o GPA, ao divulgar seu relatório de resultados de 2025, pontuou que os números indicavam incertezas sobre seu futuro.
Segundo o relatório apresentado pela empresa, existiam “condições que indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia”.
De acordo com o plano de recuperação extrajudicial divulgado nesta terça-feira, 10, as medidas têm efeito imediato e preveem a suspensão das obrigações do GPA junto a credores afetados e “e cria um ambiente seguro e estável para a continuidade das negociações por 90 dias”.
Nesse período, o GPA acredita que conseguirá o apoio da maioria dos créditos sujeitos ao processo e espera “chegar a uma solução estruturada que resolva simultaneamente a liquidez de curto prazo e a sustentabilidade financeira de longo prazo”.
Lojas do GPA seguirão em operação
No comunicado, a companhia esclarece que, mesmo em meio ao processo de recuperação extrajudicial, as lojas manterão sua operação normalmente.
“Suas operações são saudáveis, e a companhia está em dia com suas obrigações junto a fornecedores, clientes e parceiros, os quais estão excluídos e não serão afetados pelo processo de recuperação extrajudicial”, reforça.
