MBoom: como a nova marca de makes aposta na geração Z
Após anos de cocriação de marcas com influenciadoras, empresa cria divisão própria com foco em propagar a wearable beauty

Marca aposta em produtos que, além de maquiagem, podem ser usados como acessórios (Crédito:Reprodução)
Após cinco anos atuando como uma empresa desenvolvedora de marcas de beleza cocriadas com influenciadores especializadas no segmento, como Karen Bachini e Franciny Ehlke, a MBoom deu um novo passo em sua estratégia de negócios ao criar uma marca própria para competir no universo beauty.
Com o próprio nome da empresa, a MBoom chegou ao mercado nos últimos dias tendo como foco o público da geração Z e prevê auxiliar a companhia a bater a meta de R$ 200 milhões de faturamento.
Para Flávia Montebeller, CEO e fundadora da MBoom, criar uma marca própria foi na evolução natural para a empresa. “Depois de consolidar esse modelo e entender de forma próxima os novos códigos de beleza, vimos a oportunidade de criar uma marca proprietária e, principalmente, uma visão de longo prazo”, comenta a empresária.
A criação da marca pretende traduzir o que a empresa acredita ser uma nova etapa no consumo de maquiagem, com produtos que unam performance, estética, multifuncionalidade e experiências.
Nessa fase inicial, a MBoom colocou mercado itens multifuncionais para rosto e lábios e apostou em blind boxes, embalagens que não revelam o produto, a fim de estimular a coleção por parte dos consumidores. São 12 itens diferentes, ao todo, nesse primeiro momento.
Além do e-commerce próprio, os produtos estão disponível em redes de varejo como Riachuelo, Renner e C&A.
Competição pela beleza
O próprio histórico de atuação da empresa com marcas de influenciadoras de beleza desde 2021 trouxeram a percepção do quão competitivo é esse setor. Por isso, a criação da marca própria MBoom partiu da ideia de que, para competir no segmento, era necessário um diferencial. E, na visão de Flávia, ele está na concepção dos itens de beleza como parte do lifestyle.
A partir disso, a empresa se apoiou no conceito de wearable beauty, que conecta a beleza a itens colecionáveis, como se fossem acessórios, com gloss em formato de chaveiro e outros itens que já vêm sendo mais explorados no universo da beleza.
“Não é só sobre passar um produto no rosto, mas carregar na bolsa, compor o look, mostrar nas redes socais, colecionar, trocar com as amigas e se identificar com quele universo. Na prática, isso aparece em produtos multifuncionais, sticks fáceis de usar e embalagens com bastante apelo visual”, explica a CEO.
Cultura digital
Por conta desse apelo comportamental voltado à geração Z, toda a estratégia de comunicação do lançamento da MBoom está calcada no ambiente digital. A empresa conta com um squad de influenciadoras, formado por Liz Macedo, Camila Dal Desiree e Jessie Shen, que são responsáveis por exibir e divulgar os produtos nas redes sociais.
Além disso, a marca também aposta em experiências físicas para o público, com algumas ações em pontos de venda. Ainda no ambiente digital, a marca também conta com o conteúdo orgânico gerado pelas pessoas que já experimentaram os produtos e estão compartilhando suas impressões nas redes sociais.
Embora chegue ao mercado de beleza já com metas ousadas, a MBoom não irá alterar a estratégia do grupo para as marcas já lançadas em parcerias com influenciadores. Fran by Franciny Ehlke, Karen Bachini Beauty, PAM! by Pamella e Enredo by Brunna Gonçalves seguem no portfólio da casa.
“Enxergamos essas frentes como complementares. As marcas cocriadas seguem fortes, com suas comunidades e identidades próprias, enquanto a MBoom nasce como uma marca proprietária que traduz diretamente a visão da companhia sobre o futuro da maquiagem”, complementa Flávia.

