Vivo convoca mercado a discutir futuro do planeta
Na segunda edição do Encontro Futuro Vivo empresa prestará contas de suas metas em ESG, além de reunir especialistas nacionais e internacionais, como Nora Bateson e Gaya Herrington

Christian Gebara e Marina Daineze, respectivamente, CEO e vice-presidente de comunicação e sustentabilidade da Vivo, dão início ao projeto Floresta Futuro Vivo, na Amazônia (Crédito: Divulgação)
O Teatro Vivo, na capital paulista, será novamente o palco para o Encontro Futuro Vivo, que a companhia realiza pelo segundo ano nesta terça-feira, 1º de setembro.
Marina Daineze, vice-presidente de comunicação e sustentabilidade da Vivo, explica o evento como uma grande arena de reflexão sobre os desafios em torno do futuro do planeta. “A primeira edição foi super bem-sucedida em termos de participação e repercussão na mídia. Este ano expandimos, mas com a mesma ideia de trazer palestrantes nacionais e internacionais, refletindo sobre o que podemos fazer no presente quanto a desafios que já estão postos, para não chegarmos ao ponto de não retorno”, afirma a executiva.
A programação, que tem curadoria da Mandalah — consultoria global em inovação consciente – -, terá como destaques entre os palestrantes Nora Bateson (educadora e pesquisadora da ecologia da mente); Gaya Herrington (especialista em economia do bem-estar); os escritores brasileiros Conceição Evaristo e Milton Hatoum; o economista Eduardo Gianetti, falando sobre economia sustentável; o neurocientista Miguel Nicolellis; Illona Szabó (cofundadora do Instituto Igarapé); e Raquel Tupinambá (líder indígena), entre outros.
Além dos painéis, a atriz Denise Fraga fará uma apresentação artística em torno da reconfiguração relações humanas em tempos digitais – ela já é atualmente embaixadora da Vivo em campanhas publicitárias que abordam o tema do tempo de desconexão necessário para uma vida cotidiana saudável. Por fim, o sambista Paulinho da Viola fará um pocket show de encerramento.
Repercussão on e offline
Enquanto o espaço físico do Teatro Vivo limita a participação no Encontro Futuro Vivo a cerca de 300 convidados, a companhia espera superar os números da transmissão feita pelo portal Terra em 2025, que chegou a 500 mil pessoas inscritas.
Quem estiver presente, além das palestras, também poderá participar de uma experiência imersiva pelo rio Tapajós, como forma de sensibilização para o tema da sustentabilidade.
Na abertura do evento, o CEO da Vivo, Christian Gebara, fará um balanço dos avanços nas metas em diversidade, circularidade, clima e biodiversidade. Além disso, apresentará os primeiros passos do Floresta Futuro Vivo, projeto com consultoria da Re.green, em que a Vivo se comprometeu a regenerar 800 hectares da floresta amazônica no prazo de 30 anos.
“Empresas e organizações precisam trazer para a mesa, de forma muito estratégica, como equacionar esse desafio de não atingirmos o ponto de não retorno. A Vivo tem a pauta da sustentabilidade muito forte e, ao compartilhar aprendizados, pode in inspirar outras organizações”, diz Marina, ressaltando que há três anos a companhia é a mais destacada na B3, entre todos os setores, no aspecto sustentabilidade. Além disso, ocupa a 6ª posição global entre operadoras mais sustentáveis do mundo pela Dow Jones. “Isso mostra o resultado de um trabalho de duas décadas de políticas e ações estruturadas em ESG”, argumenta a executiva.
Os temas abordados no evento vão de saúde planetária, passando por inclusão na educação e as relações humanas – no caso da Vivo, diz Marina, como uma empresa de tecnologia discute o papel desse recurso na construção de um futuro que deveria ser mais inclusivo e diverso.
Já ao ser questionada sobre como resolver essa equação quando nem sempre mesmo o poder público parece andar em sintonia com essa agenda, a vice-presidente da Vivo não hesita: “Temos que fazer nossa parte. Pesquisas mostram que as pessoas enxergam nas empresas e organizações fontes de confiança para a transformação, não somente no tema ambiental, mas também na relação com tecnologia e diversidade. Queremos servir de referência para outras organizações. Então, isso não nos desanima, mas dá mais força”.
Marina garante que enquanto se vê uma regressão nos programas de diversidade, a Vivo continua reforçando os seus, desde o estágio afirmativo, e todas as metas da empresa nas pautas racial, PCD, LGBT e mulheres (a empresa possui 44% de mulheres no Conselho de Administração, destaca a vice-presidente). Os resultados vêm em forma de reputação, cultura interna, NPS e um sentimento de orgulho que se reflete também como marca empregadora, analisa.