Beatriz Reis: “Muita gente só quer ganhar o cachê e ir embora; eu não”
Quinto lugar no "BBB24", Beatriz Reis detalha como une verdade e rigor comercial em suas empreitadas

Beatriz Reis sobre empreender: “Vou fazer algo grande e que me dê retorno a longo prazo” (Crédito: Arthur Nobre)
Em entrevista exclusiva à edição especial de 48 anos de Meio & Mensagem, Beatriz Reis detalha como seu envolvimento direto nos processos criativos e o acompanhamento rigoroso de KPIs e metas junto aos CEOs das marcas redefiniram sua atuação profissional.
Na conversa, a ex-vendedora discute o desafio de manter sua originalidade em um cenário que muitas vezes privilegia o minimalismo, além de revelar seus planos de transição entre a dramaturgia e o papel de apresentadora na Globo.
Beatriz também abre o jogo sobre o desejo de empreender e criar uma marca própria do zero, revelando os bastidores de suas primeiras conversas com executivos para tirar novos produtos do papel. Veja, abaixo, parte da entrevista da Bia do Brás, cuja íntegra está publicada na edição especial de aniversário de Meio & Mensagem, com data de 13 de abril.
Meio & Mensagem — Você se tornou uma das participantes do BBB mais requisitadas pelo mercado publicitário após sua saída. Na sua visão, por que as marcas viram em você um ativo valioso de vendas?
Beatriz Reis — Dentro do programa, eu fazia muito merchan, mas não era planejado, era bem natural. Por isso, acredito que as marcas viram muita verdade em mim. Desde criança, sempre gostei de lidar com pessoas e, depois de trabalhar com o público, me tornei quem sou hoje. Outro ponto que estreita a minha conexão com as marcas é o meu envolvimento nos processos criativos. Busco me dar bem com as equipes, gosto de pôr a mão na massa, de contribuir para criar, me entrego para valer. E isso é um diferencial, porque muita gente só quer ganhar o cachê e ir embora. Eu não. Pego os contatos dos CEOs e acompanho o pós-campanha, checo se batemos as metas. Valorizo demais essa aproximação, porque se estou com uma marca, viro uma vendedora. Esse é meu papel.
M&M — No Brás, você precisava de segundos para prender a atenção de quem passava. Como você transpõe essa técnica da venda relâmpago para as suas campanhas de publicidade, com foco em redes sociais?
Beatriz — Isso é algo que nunca mudei, porque não espero a porta abrir, vou lá, chuto e entro. Sei que as oportunidades estão muito maiores hoje, com muito mais facilidade, mas meu objetivo é não perder essa sede de trabalhar e conquistar meu patrimônio. Me vendo o tempo todo, marco almoço na Globo com os clientes, com as marcas. Se eu estiver com um projeto na casa, chamo para assistir, comprar uma cota e, depois, repasso para a equipe do comercial da emissora (risos). Mas sempre estou muito envolvida, isso era a Bia do Brás e é a Bia Reis hoje.
M&M — Depois de alguns anos vivendo experiências com marcas e participando dos processos criativos, você sentiu a vontade de empreender?
Beatriz — Já estou nesse caminho com as marcas com as quais eu trabalho. Sempre tenho vontade de abrir franquias, de ser sócia, mas preciso parar, respirar e estudar. Então, esse é o meu momento, estou entendendo o mercado e as minhas possibilidades. Não vou entrar para brincar, vou fazer algo grande e que me dê retorno a longo prazo, quero abrir uma coisa da Bia, criar do zero. Recentemente, entrei em contato com um CEO de uma empresa que já fiz publicidade para conversar sobre um produto que queria desenvolver com ele. A ideia interessou e agora estou esperando para marcar uma reunião.
