trabalho
Gen Z trabalho

Geração Z: os jovens estão remodelando o trabalho?

Novas demandas esbarram na ansiedade como efeito colateral e levam empresas a rever estruturas e metodologias

i 24 de setembro de 2026 - 18h43

Ainda no início da jornada de carreira, a geração Z enfrenta uma série de dicotomias. As mudanças envolvem a fuga do trabalho como pilar central da vida, diferente do que ocorreu com gerações passadas, e a maior pela flexibilidade, saúde mental, física e propósito.

A edição de 2025 do levantamento Carreira dos Sonhos, elaborado pela Cia de Talentos, mostra que, especialmente no grupo, a busca por estabilidade no trabalho não o afasta da ambição por novos desafios, bem como desenvolvimento e crescimento. Os jovens seguem colocando a estabilidade financeira, crescimento profissional, realização e aprendizados constantes como prioridades.

Fundadora da Grapa Digital e hoje CEO da Grapa’c, após a fusão com a gen_c ao ser adquirida pelo Grupo Dreamers, Nicole Pappon aponta que o grupo chega ao mercado de trabalho, especialmente na indústria do marketing e comunicação, atentos e já habituados às tendências tecnológicas, especialmente nas redes sociais.

Por outro lado, é uma geração tomada pelo ritmo que dita a vida dentro das redes sociais. O relatório aponta para um sentimento generalizado de preocupação, cansaço e ansiedade – das vagas de entrada à média gestão e alta liderança. Os resultados, contudo, são maiores entre a geração Z quando comparados aos baby boomers, geração X e millenials.

“No final estão todos querendo a mesma coisa. O que vai mudar muito é a forma de como isso é levado ao no dia a dia dentro do mercado”, descreve Luana de Paula, sócia diretora de desenvolvimento de negócios da Cia de Talentos. “A geração Z vem para potencializar essas mudanças que vemos no cotidiano, e que tem tudo a ver com o que vivemos no mundo de hoje”.

Leticia Pavim, cofundadora da Rede Pavim, consultoria de recursos humanos especializada na GenZ, reitera a necessidade do alinhamento de expectativas entre lideranças e jovens. Isso inclui novos parâmetros para planos de carreira, além de metrificação de sucesso e mecanismos de acompanhamento e desenvolvimento.

Ainda, determinados tópicos voltam a ganhar tônica nesse contexto, caso da etiqueta corporativa, resistência à frustração e capacidade de comunicação presencial, muito em decorrência do crescimento e desenvolvimento em período de pandemia e em meio outras inúmeras transformações.

O terceiro e último episódio da série Desmistificando a geração Z desvenda o comportamento dos jovens no ambiente de trabalho e os desafios enfrentado por lideranças e empresas em não apenas manter o engajamento, mas garantir a sustentabilidade das próximas gerações no mercado.