Barbie homenageia Regina Sirvent, pilota mexicana da Nascar
Primeira mulher a vencer uma corrida da Truck México Series aos 17 anos entra para o projeto global Role Models

(Crédito: Divulgação)
A pilota mexicana Regina Sirvent acaba de ganhar um reconhecimento que ultrapassa as pistas de corrida. Aos 21 anos, ela foi escolhida pela Barbie para integrar o projeto global Mulheres Inspiradoras (Barbie Role Models), com uma boneca exclusiva criada à sua semelhança. A iniciativa homenageia mulheres reais que quebram barreiras e lideram áreas historicamente dominadas por homens, como o automobilismo.
Sirvent entrou para a história ao se tornar, aos 17 anos, a primeira mulher a vencer uma etapa da Truck México Series, competição da Nascar. Agora, sua trajetória é apresentada pela marca como símbolo de perseverança e representatividade feminina no esporte.
“Ser reconhecida pela Barbie como uma Role Model é uma honra enorme. Se a minha história ajudar mais meninas a acreditarem em si mesmas, todo o esforço terá valido a pena”, afirmou a piloto em comunicado.
A boneca reproduz fielmente a identidade da atleta nas pistas, incluindo o macacão azul com detalhes em rosa, o capacete característico e seus longos cabelos castanhos. A peça foi desenvolvida como homenagem e não será comercializada.
Representatividade além do brinquedo
A homenagem faz parte do esforço da marca para reduzir o chamado dream gap, ou “lacuna dos sonhos”, conceito que surgiu a partir de pesquisas conduzidas em parceria com a Universidade de Nova York. Os estudos apontam que, a partir dos cinco anos, muitas meninas passam a acreditar que são menos inteligentes ou capazes do que os meninos.
Desde 2018, o projeto Barbie Role Models busca enfrentar esse fenômeno ao apresentar referências femininas reais em áreas como ciência, esporte, tecnologia e liderança. No Brasil, a coleção conta com bonecas da ginasta Rebeca Andrade, da surfista Maya Gabeira, da Dra. Jaqueline Goes, da professora Doani Emanuela Bertan, da criadora de conteúdo Maira Gomez e da cantora Iza.
No caso do automobilismo, a iniciativa ganha peso simbólico. Historicamente marcado pela predominância masculina, o esporte ainda enfrenta desafios relacionados à presença feminina, tanto nas pistas quanto nos bastidores.
Sirvent iniciou sua trajetória no kart aos 9 anos e construiu a carreira enfrentando estereótipos de gênero comuns no universo das corridas. Para a pilota, a visibilidade pode ajudar a mudar esse cenário para as próximas gerações. “Quero lembrar a próxima geração de que suas vozes importam e que elas podem ir tão longe quanto conseguirem imaginar”, diz.