Comunicação

Omnicom também fará auditoria da Trade Desk

Holding segue os passos do Publicis Groupe e também investigará atividades da demand-side platform

i 24 de março de 2026 - 17h00

Por Garett Sloane e Brian Bonilla, do Ad Age

DSP

Depois do Publicis Groupe, é a vez do Omnicom olhar de perto as atividades da Trade Desk (Crédito: Shutterstock)

O Omnicom conduzirá uma auditoria da Trade Desk, afirmou a holding em comunicado enviado a seus clientes.

A decisão foi tomada cerca de uma semana depois de ter vindo a público a auditoria promovida pelo Publicis Groupe, que descobriu a cobrança de taxas indevidas pela Trade Desk, que é uma demand-side platform (DSP). O caso trouxe à tona discussões sobre a transparência das ad techs.

O Omnicom já conduziu uma revisão contratual inicial que não encontrou impacto negativo nas transações dos clientes com a Trade Desk — que, por sua vez, confirmou ao Ad Age que o Omnicom estava revisando seus contratos como parte de um processo rotineiro de checagem.

“A Trade Desk tem um relacionamento de longo prazo bem-sucedido com o Omnicom, que continua firme e forte com base em objetivos mútuos de transparência, inovação e performance. O Omnicom possui uma abordagem rigorosa e detalhada na condução de seus contratos, execução de campanhas e avaliação de performance. A rotina da companhia monitora toda atividade da Trade Desk. Assim como detalhado no e-mail do Omnicom aos clientes, a análise da Omnicom Media não descobriu problemas”, disse um porta-voz da Trade Desk, em e-mail.

Não está claro qual empresa fará a auditoria requisitada pelo Omnicom, mas uma fonte comentou ao Ad Age que será uma das quatro maiores empresas de auditoria.

A FirmDecisions foi a auditora no caso do Publicis Groupe e a Trade Desk criticou a escolha, dizendo que essa não é uma das empresas de auditoria mais reconhecidas.

Na semana passada, o Publicis Groupe recomendou que os clientes devem evitar usar a Trade Desk, alegando que descobriu cobranças de taxas indevidas. O caso colocou mais pressão sobre a DSP, que já tem lidado com as pressões sobre o setor de ad tech.

Uma delas e o fato de que agências que controlam o investimento em canais programáticos estão em busca de meios mais baratos. Plataformas maiores, como Amazon e Google, têm a capacidade de reduzir muito mais as suas taxas. A Trade Desk afirma que oferece uma DSP neutra, ao contrário das duas big techs que detêm propriedades de mídia que também demandam investimentos dos anunciantes.

Enquanto isso, agências estão migrando para o lado fornecedor do marketplace, às vezes fazendo acordos diretos com publishers e provedores de TV conectada.

Jeff Green, CEO da Trade Desk, tem tido uma relação combativa com agências no último ano, desde que a companhia disse que priorizaria a relação direta com marcas. O executivo também criticou as agências por suas próprias taxas escondidas, como as de principal media buying, um mecanismo de revenda de inventário.