Varejo

Casas Bahia e o desafio de estar onde os compradores estão

Varejista investe em dados para acompanhar a jornada de quem compra e entender quais são os canais mais relevantes

i 26 de maio de 2026 - 15h31

No palco do Proxxima, Guilherme Grecco, da Casas Bahia, analisa as mudanças no cenário de consumo (Crédito: Edu Lopes / Máquina da Foto)

No palco do Proxxima, Guilherme Grecco, da Casas Bahia, analisa as mudanças no cenário de consumo (Crédito: Edu Lopes / Máquina da Foto)

Com cada vez mais mídia disponíveis, a forma como as empresas se organizam para conversar com o seu público também passou por profundas mudanças. Nesse sentido, os profissionais de marketing estão em busca do equilíbrio perfeito na compra de mídia, pare entender em quais canais deve estar e em como investir para garantir a atenção daquele cliente.

Na Casas Bahia isso não é diferente. A varejista brasileira tem investido amplamente em uma transição complexa para atender a essa diversidade de canais, adaptando-se, assim, aos novos perfis de compradores.

Guilherme Grecco, diretor de e-commerce do Grupo Casas Bahia afirmou, no palco do Proxxima, nesta terça-feira, 26, que a empresa busca ser relevante nesses canais. “Passamos décadas comprando e buscando pelo Google. Hoje isso mudou, compramos desde o momento que estamos no Instagram, no YouTube ou agora, via IA”.

O executivo comentou que, essa comunicação virou uma conversa, onde o consumidor, muitas vezes, precisa de um contexto daquilo que está comprando, para tirar dúvidas.

Por esse motivo, um dos canais que tem chamado atenção do grupo é o Whatsapp. Grecco contou que, há três anos, o aplicativo de compras da marca era a prioridade, sendo seu principal canal de venda online, mas que, hoje, a plataforma de mensagens da Meta entrou na mira dos consumidores, como um canal relevante, com uma penetração maior.

“É um canal relevante para a companhia e que foge do convencional. Ele está presente em todas as etapas do nosso funil”, diz. completou afirmando que até o fim deste mês, os consumidores poderão realizar as compras em sua totalidade no Whatsapp.

Investimento em creators

Para a Casas Bahia, os creators e influenciadores são mais do que criadores, são hubs de conteúdos e de vendas. Por isso a varejista tem essa frente como peça-chave de seus investimentos.

Não à toa, em novembro do ano passado, a companhia lançou o Acelera CB, programa de desenvolvimento e qualificação para micro e nano influenciadores de todo o Brasil. A meta da companhia, até então, era de formar dez mil criadores de conteúdo, gerar mais de dois mil conteúdos por mês e alcançar 46 milhões de visualizações.

Com o programa, os influenciadores cadastrados na plataforma recebem semanalmente uma missão alinhada à campanha vigente da Casas Bahia. Cada uma dessas missões permite a criação de até cinco vídeos, remunerados conforme o número de visualizações.

Por isso, a Casas Bahia consegue trabalhar as suas diversas frentes por meio de uma comunicação mais relevante e interessante para os consumidores. “Temos uma estratégia específica por segmento. Isso nos ajuda a segmentar e trabalhar grandes plataformas como canal de vendas”, afirmou.

O papel dos dados na jornada

Com tantos meios disponíveis, os dados têm um papel fundamental para definir os investimentos que mais fazem sentido para as marcas, já que é através deles que a companhia consegue entender o consumidor.

Grecco explicou durante a sua apresentação que ter acesso à informações ajuda o grupo a ser relevante e assertivo nas ações e nas escolhas. Foi através dessa análise, que a Casas Bahia começou a entender outros caminhos para alcançar o consumidor.

Para ele, esse é um dos momentos mais difíceis para o desenvolvimento de um trabalho de marketing, até mesmo no desenvolvimento de novas estratégias. “Começamos a desenvolver campanhas de display, YouTube, Pinterest, que eram meios menos atribuídos, mas que se mostraram um caminho relevante”, comentou.

Nesse sentido, para ele, o maior desafio de um profissional deste mercado é entender a movimentação do consumidor e se adaptar a esse novo perfil.

“O consumidor mudou a forma como ele compra e os profissionais têm que mudar como vão impactar essas pessoas. No Grupo Casas Bahia, testamos muito”, completou.