VML: crescimento orgânico com foco no digital

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VML: crescimento orgânico com foco no digital

O CEO global John Cook comenta sobre a filosofia integrada da agência e seu desempenho global

Isabella Lessa
2 de junho de 2016 - 17h09

John Cook

John Cook, CEO global da VML (Crédito: Divulgação)

No ano passado, a VML alcançou o crescimento mais expressivo da história da rede com faturamento global de US$ 275 milhões. No início deste ano, figurou entre as dez principais agências do mercado norte-americano na A-List 2016, publicada pelo Advertising Age. Parte significativa desse desempenho deve-se à expansão para países asiáticos, latino-americanos e africanos, assim como a ampliação de trabalhos para clientes como Kimberly-Clark, PepsiCo e Ford. Funcionário da agência há 20 anos e CEO global há seis, Jon Cook conta que a união entre os elementos básicos de marketing e o uso de ferramentas tecnológicas é o desafio diário da equipe. No Brasil há cinco anos, a VML é comandada no País pelo CEO Fernando Taralli e integra o Grupo Newcomm. Em 2016, a VML Brasil espera crescer 25% em comparação com o ano anterior, apostando no crescente investimento de seus clientes em plataformas digitais.

Futuro Integrado
Pensamos muito em inovação e chamamos esse exercício de “future proofing”. O atual cenário é particularmente complexo, perigoso e empolgante. Ninguém sabe o que o futuro reserva, mas podemos tomar decisões que nos deem as melhores chances para termos sucesso no futuro. Queremos ser capazes de criar os melhores trabalhos integrados como equipe, por isso, sempre tivemos o hábito de nunca nos apegar a um tipo específico de tecnologia ou seguir determinada tendência. Ao longo das décadas, sempre vemos agências que decolam, tornam-se a agência mais quente do momento e, em seguida, morrem. Não queremos ser essa estrela cadente, e sim uma agência cujo DNA sobreviverá ao longo das gerações. Poderíamos ter nos especializado em mobile, search marketing, TV ou pontocom, porém sempre nos mantivemos focados nos aspectos fundamentais, que são os princípios de marketing. Com eles, nunca perderemos a consistência. Somado a isso, é necessário sempre usar a melhor força de inteligência proveniente da tecnologia. Essa é a essência de nosso DNA. Ironicamente, essa filosofia nos tornou uma das empresas mais tecnológicas da indústria do marketing. Não nos preocupamos com que os outros pensam a respeito da agência, com os rótulos que nos atribuem. Estamos no mercado há muito tempo e somos tão digitais quanto qualquer outra agência do planeta, mas preferimos nos enxergar como uma agência contemporânea. O digital é apenas um dos ingredientes do que somos.

Crescimento orgânico
No ano passado, muito de nosso crescimento veio da China. Continuamos a crescer na América do Norte e no Brasil também. Alguns clientes contribuíram muito com isso. Começamos a globalizar contas como Kimberly-Clark, Kellogg’s, Microsoft, Colgate Palmolive, entre outros. Sempre foram ótimos clientes, mas nos últimos anos expandiram seus trabalhos conosco em outros países. Há cinco anos, focamos em expandir geograficamente e, nos últimos dois anos, passamos a explorar novas formas de trabalhar com os clientes, o que culminou em um crescimento orgânico 10% maior em comparação com o ano anterior. Também conquistamos novas capabilities, como serviços de consultoria, produção, conteúdo estratégicos e novas práticas em mídia.

Influência brasileira
A VML Brasil foi um de nossos primeiros e maiores movimentos fora dos Estados Unidos. Os últimos cinco anos foram muito bem-sucedidos, então esse é o momento de refletir para onde vamos. Estamos em um momento de equilíbrio entre marketing e publicidade e plataformas de experiências. A VML possui expertise em comunicação e técnica no mobile e demais plataformas. Conseguimos unir essas áreas muito bem. O Fernando Taralli tem a missão de importar nossas técnicas mais bem-sucedidas em outros países para que funcionem aqui. Ao mesmo tempo, a VML Brasil é um exemplo global para a agência. É empolgante quando vemos um escritório influenciando o outro.

A íntegra desta reportagem está publicada na edição 1712, de 30 de maio, exclusivamente para assinantes do Meio & Mensagem, disponível nas versões impressa e para tablets iOS e Android.

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