iFood revela estratégias para o Carnaval de SP, RJ e Salvador
Renata Lamarco, diretora de marketing da plataforma, comenta expectativas com a data este ano e questionamento à Prefeitura de SP por ação da 99

No pré-Carnaval em São Paulo, iFood distribui brindes no Caranval (Crédito: Divulgação)
O Carnaval está virando tradição dentro da estratégia de marketing do iFood. Pelo quarto ano consecutivo, a empresa de delivery leva blocos para a rua, e patrocina pelo terceiro ano consecutivo o Carnaval do Rio e de Salvador e pelo segundo ano consecutivo o de São Paulo.
Para este ano, o iFood está preparando uma série de novidades para a festividade, desde levar o Canarinho, mascote da seleção brasileira, para o Carnaval de Salvador, até iluminar o céu da Bahia, no sábado, domingo e segunda-feira com um show de drones no Farol da Barra.

Renata Lamarco (Crédito: Divulgação)
“A grande decisão de apoiar o Carnaval sempre foi por amor de marca e pela brasilidade”, revela Renata Lamarco, diretora de marketing do iFood. Em entrevista ao Meio & Mensagem, a executiva detalha ainda as expectativas da marca para a data neste ano e comenta o questionamento feito à prefeitura a respeito do Bloco da Ivete, patrocinado pela 99.
Meio & Mensagem – O que levou o iFood e renovar o seu patrocínio ao Carnaval neste ano?
Renata Lamarco – Este é o nosso segundo ano como patrocinador da cidade de São Paulo e o terceiro no Rio e em Salvador. Mas nós já estamos no quarto ano em blocos, em ativação de carnaval, porque, no fim, nós somos uma marca brasileira. Estamos completando 15 anos de Brasil e queremos muito estar onde os brasileiros estão. Acreditamos que o Carnaval é esse lugar de grande encontro do país. Milhares de brasileiros vão. Então, para nós é super importante, porque é onde integramos a rua, o aplicativo, os conteúdos das redes sociais e nossos embaixadores. Por exemplo, este ano o nosso embaixador é o Léo Santana. Temos uma oportunidade muito grande de conexão com a brasilidade e com a cultura. O Carnaval é uma festa que realmente representa os brasileiros. É por isso que, há quatro anos, nós acreditamos e crescemos nesse lugar, não só renovando São Paulo no segundo ano, mas também com uma ativação enorme em Salvador. Fechamos a mídia do aeroporto da cidade. É um território de muito amor de marca e muita brasilidade, dois pilares que trabalhamos com muito afinco.
M&M – Como serão as ativações da marca no Carnaval deste ano?
Renata – Em São Paulo, tivemos muita ativação de brindes. Na semana passada, no pré-Carnaval, distribuímos mais de 120 mil chapéus vermelhos e, de repente, a cidade estava tomada. Foi o nosso primeiro ano com o chapéu. Sempre tivemos brindes muito funcionais, viseira, pochete, várias iniciativas pensadas para uso no bloco. Este ano, o chapéu foi uma superativação e vamos seguir com ele em várias ativações até o final do Carnaval. Nossa campanha é sempre “iFood é tudo para mim”, lançada no ano passado, e estamos com “iFood é tudo para mim no Carnaval”, e em muitos lugares. Por exemplo, a nossa peça de maior destaque de Salvador é uma empena enorme em que escrevemos “Salvador é tudo para mim”. E já vimos muitas pessoas postando. A nossa ideia é criar conexão com as pessoas que acreditam, que curtem muito a folia e que vão sempre associar o iFood a momentos de diversão e de estar com as pessoas. Tem um papel super forte de marca mesmo. Este ano, vamos levar o Canarinho da CBF, pois somos patrocinadores da CBF. Então, ele está embarcando conosco para Salvador. A brincadeira é que, antes do treino sério rumo ao hexa, ele fará uma despedida com muita folia. No nosso Instagram, gravamos muitos vídeos dele com o Leo Santana, que explica o que é o Carnaval e ensina o mascote a dançar o lepo-lepo, mas vamos levar o Canarinho para o bloco, de fato. É mais uma oportunidade de associação da marca brasileira, patrocinar a seleção e estar no Carnaval, que é onde tudo isso acontece com tanta força. Outra ativação muito legal, além de muitos blocos que temos nas três cidades – com Léo Santana, Daniela Mercury, Bell Marques – temos o CarnaVoz, um projeto no Complexo do Alemão, onde realizamos ativação de Carnaval na rua. Também é uma parte especial do nosso projeto.

iFood leva Canarinho ao Carnaval de Salvador
M&M – Quais foram os resultados do patrocínio do Carnaval de anos anteriores e as expectativas para o patrocínio deste ano?
Renata – A grande decisão de apoiar o Carnaval sempre foi por amor de marca e pela brasilidade. Esses são nossos territórios principais. Mas também temos uma parte muito importante de estimularmos o uso do app pré e pós-bloco. Um exemplo curioso, no sábado da semana passada tivemos recorde de venda de preservativos pós-bloco no app. Como temos muitas categorias, mercado, farmácia, conveniência, bebida gelada, conseguimos ir muito além de comida. É claro que todo mundo come antes e depois do bloco, mas também queremos associar o iFood a novas ocasiões de consumo e com a rapidez, em farmácia, entregamos em até 20 minutos, podemos resolver um problema como esse. Tem um estímulo maior desse app para diferentes ocasiões, além de comida, que é um trabalho que a gente vem fazendo muito forte. O “iFood é tudo para mim” foi justamente para lançar esse conceito de que é tudo mesmo. Tem amor de marca, brasilidade, o uso do app e reforço de novas ocasiões, trazer parceiros. Estamos trazemos parceiros, por exemplo, a Nivea, com produtos funcionais dentro da nossa pochete. Distribuímos itens de necessidades básicas no Carnaval. Realmente, conseguimos abrir muitos espaços para agregar valor ao consumidor final, mas para o parceiros, os nossos restaurantes parceiros ou os nossos parceiros de negócio, como farmácias, etc, também trazemos um fluxo importante. E para os entregadores, indo ou não aos blocos, garantimos corridas por meio desse estímulo às diferentes ocasiões. É um movimento que envolve muita marca e muito negócio, é uma super oportunidade.
M&M – O episódio com recente com envolvendo a 99 e a Prefeitura de São Paulo pode interferir nas estratégias futuras do iFood no Carnaval?
Renata – Vamos seguir acreditando no Carnaval, independentemente de qualquer coisa, e vamos encontrar a melhor forma, mas principalmente a forma mais correta e segura de trazer isso para o Carnaval nas cidades que sempre fizemos. Sobre a concorrência, eles têm um espaço e nossa reclamação não era sobre eles estarem ou não no Carnaval, todo mundo tem espaço para estar no Carnaval, e quanto mais marcas enxergarem o Carnaval, melhor. Para nós não era sobre a 99, era sobre o nosso. Tínhamos um bloco grande começando ao meio-dia, que já previsto em contrato pelo nosso patrocínio da cidade de São Paulo. E existia uma preocupação grande da Polícia Militar, inclusive, sobre um tumulto de 1 milhão de pessoas em um bloco que nunca aconteceu em São Paulo desse tamanho. Para nós era menos sobre a 99, se fosse qualquer outro patrocinador ou qualquer segmento, trazendo um elemento que pudesse colocar em risco a segurança das pessoas e, principalmente, garantir o que sempre tivemos de ter um bloco cheio, mas não trazer nenhum risco para quem participa. É menos sobre a concorrência, é mais sobre o nosso espaço e o que compramos dentro da nossa cota de ativação e íamos conseguir fazer.
