Experiência, conexão e entretenimento: a tática do Rio Open
Torneio estabelece novo recorde com 52 marcas parceiras e deve movimentar mais de R$ 200 milhões na cidade neste ano

Organização espera receber 70 mil pessoas na edição 2026 (crédito: André Gemmer/Rio Open)
Neste sábado, 14, tem início a 12ª edição do Rio Open, único torneio ATP 500 da América do Sul. Até a final, no domingo, 22, a organização esperar receber cerca de 70 mil pessoas no Jockey Club Brasileiro, na cidade do Rio de Janeiro. Além disso, a competição deve movimentar mais de R$ 200 milhões na economia da capital fluminense e gerar aproximadamente cinco mil empregos diretos e indiretos.
Com a participação de João Fonseca e de nomes internacionais, como Francisco Cerúndolo, Sebastián Báez (bicampeão em 2024 e 2025), Luciano Darderi, Lorenzo Sonego e Daniel Altmaier, o torneio será transmitido ao vivo para mais de 140 países. No Brasil, o SporTV é a emissora oficial, transmitindo todos os jogos da quadra central.
Do ponto de vista comercial, a edição 2026 representa um novo recorde, com 40 patrocinadores e 12 marcas parceiras. O número superou o desempenho do torneio no ano passado, quando o Rio Open teve 40 marcas entre patrocinadores e parceiros.
Patrocinadores da edição 2026 do Rio Open
O torneio, uma promoção da IMM com realização do ICT – Instituto Carioca de Tênis, tem patrocínio máster e apresentação da Claro. XP Investimentos, Mubadala, Shell, Black Princess, Engie, Zurich Seguros, Betnacional, Emirates, Rolex, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Governo Federal são host sponsors.
Kia, Ademicon, Fila, EMS, Seara Gourmet, Alubar, Wellhub, B3, Disney+, Disney Cruise Line, Mantecorp Skincare, White Martins, Rede D’or, Tegra, Wilson, Ibmec, Melitta, Golden, Zetaflex, Shopping Leblon, Allos, Copa Energia, World Wine, Rio Galeão, Magnum, Grey Goose, Faixa Azul, True, Drogaria Venancio, TechoGym, Phytoervas e Pacco são gold sponsors. Por fim, Lider, Sextante, Faberg, Jockey Club Brasileiro, Prefeitura do Rio, Advanced Recovery For Athletes, Prata e Zoox são official partners.
De acordo com Marcia Casz, diretora de esportes na IMM Esporte e Entretenimento, a combinação entre consistência, visibilidade qualificada, experiência premium e conexão genuína entre esporte, lifestyle e entretenimento é o segredo para o torneio seguir atraindo novos patrocinadores.
O principal ponto de encontro dos fãs de tênis com as marcas no evento é o Leblon Boulevard. O espaço, com mais de 10 mil metros quadrados, reúne as ativações dos patrocinadores, áreas de convivência, intervenções culturais, experiências interativas e uma curadoria gastronômica.
Na entrevista a seguir, a executiva explica a estratégia para construir ativações que se complementem, analisa o efeito de João Fonseca no mercado do tênis, fala sobre a primeira edição do SP Open, torneio feminino realizado pela IMM em São Paulo, e os próximos planos para o Rio Open: “O caminho para um ATP 1000 é longo e árduo, mas o Rio Open tem mostrado fôlego para novos voos”, projeta.
Meio & Mensagem – Em 2024, João Fonseca teve sua primeira grande participação numa competição da ATP no Rio Open. Na temporada passada, ele reacendeu a torcida brasileira com suas conquistas. Neste ano, será um dos principais nomes do Rio Open. É possível mensurar o efeito João Fonseca no mercado de tênis do País e no Rio Open, em especial?
Marcia Casz – O João representa um momento muito especial para o Rio Open e para o tênis brasileiro. Ele é carioca, cresceu acompanhando o torneio, treinou ao lado dos atletas que passaram por aqui e, hoje, retorna como um dos nomes mais promissores do circuito. Esse vínculo emocional com o evento é único. O Rio Open sempre teve vocação para revelar talentos, como vimos com Carlos Alcaraz e Félix Auger-Aliassime ainda muito jovens. O João dá continuidade a essa tradição, mas com um componente ainda mais forte: ele nasce esportivamente dentro dessa atmosfera. E isso amplia a relevância do torneio como plataforma de desenvolvimento do tênis brasileiro e do mercado como um todo.
M&M – O Rio Open tem batido a cada edição o recorde de marcas patrocinadoras. Quais fatores têm contribuído para isso?
Marcia – Hoje, o Rio Open se tornou uma marca desejada pelas marcas. As empresas encontraram no torneio uma plataforma que entrega consistência, visibilidade qualificada, experiência premium e uma conexão genuína entre esporte, lifestyle e entretenimento. Essa combinação faz com que o evento seja estratégico tanto para marcas locais quanto globais — o que explica o crescimento ano após ano no número de patrocinadores.
M&M – Quanto maior o número de marcas, maior a disputa pela atenção do público. Qual tem sido a estratégia do Rio Open para construir ativações com as marcas no evento?
Marcia – Com mais parceiros, nossa prioridade é garantir uma curadoria cuidadosa. Trabalhamos para que cada ativação agregue valor real à experiência do público e não apenas ocupe espaço. Temos processos internos de atendimento, planejamento e validação que ajudam a organizar demandas, incentivar criatividade e orientar os parceiros a entregarem o seu melhor. O resultado é um ambiente equilibrado, com ativações complementares, experiências bem executadas e uma arena que mantém a identidade visual do evento — evitando saturação e reforçando a qualidade de cada espaço.

Marcia Casz, diretora de esportes na IMM Esporte e Entretenimento (crédito: Peter Wrede)
M&M – O Rio Open surgiu em 2014 já como um ATP 500 com disputas de chaves masculina e feminina. A partir de 2017 focou no masculino. Estão nos planos do torneio se tornar um ATP Masters 1000?
Marcia – Sim, o Rio Open nasceu como um combined event, com chaves masculina (ATP 500) e feminina (WTA250). A partir de 2017, foi uma decisão estratégica focar exclusivamente no masculino. Nossa prioridade sempre foi entregar excelência, e essa decisão refletiu justamente esse compromisso com qualidade. Desde o início, procuramos sonhar alto e perseguir estes sonhos. O caminho para um ATP 1000 é longo e árduo, mas o Rio Open tem mostrado fôlego para novos voos. O primeiro objetivo, que pode levar a esta direção, é a mudança do piso para quadras rápidas. Sabemos que jogar o Rio Open está no plano de muitos Top 20 e Top10, mas dado o calendário da ATP, a maior parte deles está interessada em jogar em quadra dura e este salto já representará um ganho enorme.
M&M – A IMM organizou em São Paulo, no ano passado, a primeira edição do SP Open, torneio feminino do nível WTA 250. Qual foi o balanço da primeira edição e planos para a edição 2026?
Marcia – O SP Open teve um início muito positivo. A receptividade do público e das atletas mostrou que existe uma demanda enorme pelo tênis feminino no Brasil. Para 2026, queremos evoluir ainda mais a experiência, fortalecer talentos locais e ampliar a integração do torneio com a cidade. É um projeto que veio para ficar e faz parte da nossa visão de ampliar o espaço do tênis feminino no País na maior cidade da América Latina.
M&M – Quais são os próximos projetos da IMM ligados ao tênis?
Marcia – Hoje temos dois grandes eventos no portfólio — o Rio Open e o SP Open. Nosso foco é continuar elevando o patamar do Rio Open a cada edição e, ao mesmo tempo, desenvolver o SP Open de forma consistente, expandindo sua relevância no calendário e seu impacto no cenário do tênis nacional.