McDonald’s e a estratégia de converter dados em ofertas
Presidente da divisão brasileira da Arcos Dorados, Rogério Barreira destacou a evolução digital da rede de fast food na Retail’s Big Show

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No terceiro trimestre de 2025, as vendas realizadas no ambiente digital já corresponderam a 32% de todo o faturamento do McDonald’s no Brasil. A informação foi dada por Rogerio Barreira, presidente da divisão da Arcos Dorados, franqueadora da rede de fast food no País, em apresentação realizada nessa terça-feira, 13, na Retail’s Big Show.
Para uma plateia majoritariamente formada por brasileiros, que compõem parte importante da delegação que acompanhou a programação do evento da NRF este ano, o executivo destacou como o McDonald’s vem investindo na digitalização em um cenário em que os consumidores demandam novas interações com o varejo de alimentos.
Barreira falou sobre a transformação no comportamento de consumo, intensificada principalmente no pós-pandemia. Embora a experiência da loja ainda seja de grande importância, como ele fez questão de destacar, a comodidade do delivery e dos pedidos via aplicativo fizeram a companhia recalcular a estratégia e criar novas formas de entregar experiências para os clientes nos canais digitais.
“Nossos clientes estão em todos os lugares: off-line, online e em ambos. É preciso fazer uso dessas informações a respeito deles e transformar em ação. 70% dos pedidos feitos pelo McDonald’s no Brasil começam por alguma tela”, contou o executivo. E é nessa nova forma de se relacionar com o fast food que os programas de fidelidade e recompensas ganham peso.
Fidelização e comodidade
Barreira destacou alguns dados do programa Meu Méqui, criado para fornecer ofertas personalizadas e dar cupons de descontos aos consumidores e, em contrapartida, fornecer à Arcos Dorados informações precisas sobre frequência e hábitos de consumo do público.
Segundo o presidente, no Brasil já passa de 19 milhões a quantidade de cadastrados nesse programa de fidelidade. No País, ainda o aplicativo do McDonald’s está presente em 10% dos smartphones da população, segundo estudos encomendados pela companhia.
Ter acesso às preferências dos consumidores vem permitindo ao McDonald’s tomar decisões que já impactam diretamente os negócios. O mês de novembro, por exemplo, nunca foi, historicamente, um período próspero para as vendas anuais da companhia. Porém, quando passou a atrelar os descontos do aplicativo às ofertas de Black Friday, criando sua Méqui Friday, a rede conseguiu fazer de novembro um de seus melhores períodos anuais de vendas, como contou Barreira.
Ainda no âmbito dos descontos, o executivo mencionou o lançamento da plataforma EconoMéqui, em outubro deste ano, que oferta 4 itens do menu por preços mais acessíveis, via aplicativo. “Estamos usando os dados para focar em entender o que o cliente realmente quer pagar. Isso não é uma plataforma de descontos, e sim uma plataforma de valor. Ela indica algo que os clientes querem pagar, com um valor considerado acessível e que está funcionando muito bem”, contou.
Nessa era de novas relações multicanais, Barreira pontuou que o desafio ainda é conseguir analisar as milhões de informações coletadas diariamente e transformá-las em planos de ação adequados. “Tudo é importante: dados, a coleta de informações, etc. Mas o grande diferencial ainda estará na execução. Claro, passa por ouvir as demandas dos clientes, coletar os dados e saber conduzir as estratégias. É possível replicar as franquias mas não dá para copiar a cultura de marca e o serviço. Isso que deve ser preservado”, destacou.
