Telas: o caminho para varejo criar experiência e engajamento
Empresas evoluem estratégias de retail media a fim de ampliar negócios e as relações com consumidores

Mais do que telas, marcas aproveitam retail media como forma de promover experiências para os consumidores (Crédito: droneandy-shutterstock)
Nova York foi o palco da Retail’s Big Show, feira voltada para o varejo promovida pela NRF. Mas, além disso, a cidade que nunca dorme é também o lar de algumas das mais relevantes lojas flagships do mundo e de uma avenida que é uma vitrine publicitária.
As grandes telas que se destacam entre os prédios comerciais e hotéis na Times Square são objetos de desejo de marcas como Coca-Cola, LG, Netflix, Samsung, entre outras, que investem dinheiro para chamar a atenção do público. Entre turistas e locais, quem passa ali é impactado por uma comunicação feita para chamar atenção.
No varejo isso não é diferente, mesmo que em menores proporções. O retail media evoluiu juntamente com a jornada de compras que passou a ser multicanal e hoje visa gerar um engajamento do cliente com a marca. Por isso, além de estar em uma tela no momento de compra, os varejistas querem entregar algo a mais para o consumidor.
“Hoje, consumidores precisam dessa gratificação instantânea. E não é de se admirar que varejistas precisam se adaptar. Por que agora? Porque o risco de não fazer nada é muito maior do que o risco de abraçar a evolução da tecnologia”, disse Ariel Haroush, CEO e fundador da Outform durante o painel “Elevating retail experiences in the digital age: Building the future of in-store media”, na feira.
O novo modus operandi dos clientes exige que as marcas sejam relevantes, encarando esse espaço como algo a mais que um local para ofertar, mas também como algo que possa promover uma experiência.
Michael Budzisz, vice-presidente in-store creative & innovation da Dick’s Sporting Goods, explicou que nesse sentido, o digital é uma das melhores maneiras de desbloquear o acesso a esse tipo de conteúdo.
“Varejistas precisam pensar sobre o digital como uma maneira de amplificar aquela experiência de marca”, comentou.
Disputa pela atenção
Embora essas telas estejam inseridas em um contexto em que a pessoa está propensa a consumir, ainda existe uma disputa pela atenção, tendo em vista os inúmeros estímulos que estão presentes no ambiente.
Por isso, essa comunicação deve ser intencional e assertiva, já que a marca tem alguns segundos para conquistar o tempo precioso de seu target, afinal, as companhias podem perdê-los para outras telas.
Haroush explicou que quando o consumidor entra em uma loja e não está acontecendo nada, você não está vendendo emoção e nem entendeu a maneira como eles consomem.
“Com a tecnologia alcançamos hoje um nível de maturidade que podemos projetar nossas telas em formatos próprios”, avaliou. O executivo completou dizendo que o triângulo de maturidade tecnológica, acessibilidade de conteúdo e o comportamento do comprador é o que está deslocando a indústria para frente.
Por isso, as companhias estão focadas em entender como elevar a experiência a ponto de dirigi-la para a conversão. E isso, não necessariamente, tem a ver apenas com o equipamento. Para os executivos, é preciso que seja algo contextualizado, que vá além do comercial na tela da TV.
“Temos uma visão de quatro paredes sobre o que queremos que nossos clientes vejam. Temos áreas da nossa loja que mudam constantemente para suportar lançamentos de produtos, e o digital é um desses grandes desbloqueios para ser capaz de mudar rapidamente. Começamos com o mobiliário primeiro, tecnologia em segundo”, avalia Willis.

