Comunicação

GPTW muda listagem das Melhores Agências

Agências passam a ser listadas por tamanho, a fim de reduzir distorções dos ambientes entre grandes e pequenas empresas; metodologia segue a mesma

i 8 de agosto de 2012 - 8h08

A terceira edição da lista das Melhores Agências para Trabalhar, realizada pela Great Place to Work (GPTW), passará por mudanças em relação às edições anteriores. A primeira delas é a troca de entidade promotora: sai a Associação Brasileira de Propaganda (ABP), que permanece como apoiadora, e entra a Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap).

A alteração se deve ao excesso de atribuições da ABP, fato que determina também a mudança na data de premiação. Antes apresentada no segundo semestre, a lista passa a ser divulgada em março — a edição de 2012 não acontecerá, pois a Abap segue envolvida com os desdobramentos do V Congresso da Indústria da Comunicação, que ocorreu em maio, em São Paulo.

Quando for veiculada, em março de 2013, o resultado trará outra novidade. As agências passam a ser classificadas pelo porte. Com isso, duas listas serão publicadas: uma para aquelas que têm entre 30 e 99 funcionários; outra às agências com mais de cem colaboradores. “A metodologia é a mesma”, esclarece Ruy Shiozawa, presidente da GPTW no Brasil. “O que muda é a forma de apresentar a lista, não a metodologia.”

Ele afirma, ainda, que este foi um pedido ouvido, mesmo que informalmente, de grandes agências. Existe a percepção de que o dia a dia e as questões que definem a qualidade do ambiente de trabalho variam muito entre agências de médio porte e agências grandes. “Há, também, interesse dessas agências em ser comparadas com empresas do mesmo porte”, revela Shiozawa.

Com a novidade, espera-se a participação de mais agências do ranking das 50 maiores divulgado por Meio & Mensagem — na última edição, apenas 10% das 110 avaliadas figuravam neste grupo. Nas próximas semanas, uma campanha, criada pela Agência 3, será deflagrada para estimular as inscrições, que se encerram no final de outubro.

A premiação está prevista para 18 de março de 2013. Estima-se que, com as mudanças, o levantamento atinja 200 agências, 20% delas ocupantes de lugares entre as 50 maiores do País.

Além da mudança de entidade promotora, o levantamento passa a contar com o apoio da Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro). E a esta se somam o apoio da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA); Associação de Marketing Promocional (Ampro); Associação Brasileira de Marketing Direto (Abemd); Interactive Advertising Bureau Brasil (IAB); Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje); Associação Brasileira de Agências Digitais (Abradi) e Meio & Mensagem, mídia oficial do evento. 

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Bons salários, mas clima ruim

De acordo com Ruy Shiozawa, o mercado de agências tem muito a melhorar no que diz respeito ao ambiente de trabalho proporcionado aos colaboradores. Os dados recebidos pela GPTW mostram que a forma como os funcionários são tratados é motivo de reclamação frequente, seja qual for o tamanho da agência.

Outro aspecto negativo é a má preparação de líderes. “Vemos, nesse segmento, que ainda temos bastante espaço para crescer”, revela Shiozawa. “Muitos chefes de departamento ocupam a função porque são os melhores, os mais criativos. Mas não necessariamente são os mais preparados para cuidar de pessoas. É uma semelhança que vemos, também, nas empresas de mídia.”

Por outro lado, a falta de bons líderes é compensada por salários altos. As pesquisas apontam para uma boa remuneração, além de contratações baseadas em competências técnicas e valores alinhados aos da agência. Este, aliás, é um ponto comum a todas as bem ranqueadas. “São agências que sabem fazer uma boa comunicação interna, ouvem os funcionários e avaliam bem competências técnicas e propósitos dos contratados.”

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