Após ganho, celebridades sofrem queda nas redes sociais

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Após ganho, celebridades sofrem queda nas redes sociais

Período de auge de influenciadores no Instagram passa; boicote ao Facebook não tem muito impacto na rede


30 de julho de 2020 - 6h00

Enquanto o início da quarentena significou uma oportunidade de consumo de conteúdo de influenciadores e celebridades, o decorrer do período de isolamento já não se mostrou tão promissor. No Instagram, os perfis de celebridades caíram em 34%, de uma média de seguidores de 13 milhões no primeiro trimestre de 2020, para 8 milhões. A queda no engajamento foi ainda maior: de 42%. As interações caíram de 150 mil, no início da pandemia, para 86 mil.

 

Conteúdo volta a ter mais relevância no peso dos perfis a seguir (Crédito: Bigtunaonline/iStock)

Os dados são resultado do relatório trimestral #MS360FAAP, realizado pelo Núcleo de Inovação em Mídia Digital (NiMD) da Faculdade Armando Alvares Penteado (FAAP) com a Socialbakers. A mudança foi brusca entre o primeiro trimestre do ano, em que o crescimento desses perfis foi de 17%, em comparação com o último trimestre de 2019.

O relatório atribui o movimento ao mau exemplo que alguns influenciadores exibiram em relação às orientações de prevenção ao coronavírus e a falta de conteúdo de uma vida glamourosa para publicar. A união desses fatores fez com que eles perdessem seguidores e interesse do público.

Na rede social irmã do Instagram, o Facebook, os seguidores de marcas e páginas institucionais é que tiveram queda, embora menor do  que a  sentida no primeiro trimestre do ano. Em comparação com o fim de 2019, a diminuição foi de 31%. Já comparando o primeiro e o segundo trimestre de 2020, o número foi de 7%. A média de seguidores caiu de 2,9 milhões para 2,7 milhões.

De acordo a pesquisa, parte da retração pode ser atribuída às consequências do movimento Stop Hate for Profit, em que cerca de centenas de marcas anunciaram boicote ao Facebook por considerarem insuficientes os esforços  da rede para combater conteúdo de ódio.

O investimento das páginas de marcas, e-commerce e entretenimento em conteúdo impulsionado aumentou. O setor de mídia manteve 7% das suas publicações impulsionadas e bens e consumo diminuiu de 63% para 59%.

**Crédito da imagem no topo: Ajwad Creative/iStock

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