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Facebook, Instagram e Snapchat banem Donald Trump

Decisão decorre do uso das redes para elogiar manifestantes e duvidar do resultado das eleições, sem provas; Twitter bloqueia posts


7 de janeiro de 2021 - 15h55

Após apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, invadirem o Capitólio (sede do Congresso norte-americano) durante reunião para validação da vitória de Joe Biden nas eleições, Trump usou suas redes sociais para elogiar manifestantes e duvidar do resultado. Com isso, Facebook, Instagram e Snapchat baniram as contas do presidente em suas respectivas plataformas por tempo indeterminado (que pode ser até que o presidente eleito, Joe Biden, assuma). O Twitter está bloqueando as postagens de Trump. Os perfis são do próprio Donald Trump, e não os oficiais da Presidência da República dos EUA.

 

(Crédito: pool/gettyimages)

A primeira rede a tomar a decisão de bloquear posts foi o Twitter, por volta das 21h desta quarta-feira, 6. Segundo a plataforma, Trump teria sua conta retomada 12 horas após apagar três tuítes específicos, que foram ocultados pelo Twitter, por violarem duas políticas. A plataforma exige que as postagens sejam deletadas pelo dono do perfil, “se não, a conta continuará fechada”, afirmou o Twitter, ameaçando suspender permanentemente o perfil (que conta com quase 89 milhões de seguidores) em caso de novas violações à política da plataforma. Até o momento desta publicação, duas postagens permaneciam ocultas no perfil de Trump.

Esta não é a primeira vez que o Twitter bate de frente com o presidente dos EUA. Em agosto de 2020, a plataforma bloqueou uma conta de campanha de Trump por conter desinformação sobre a Covid-19.

Pouco depois do Twitter, por volta das 22h30 desta quarta-feira, 6, o Facebook e o Instagram também bloquearam as contas do presidente, porém, por 24h. Em post no Twitter, o Facebook afirmou: “Avaliamos duas violações de política contra a página do presidente Trump, que resultará em um bloqueio de recursos de 24 horas, o que significa que ele perderá a capacidade de postar na plataforma durante esse tempo”.

A plataforma de Mark Zuckerberg já havia derrubado um vídeo postado por Trump durante a invasão ao Capitólio nesta quarta-feira, 6, por manivestantes pró-Trump, afirmando que havia “risco de violência”, o que vai contra suas políticas. No vídeo o presidente pedia que os manifestantes voltassem para suas casas, porém, alegava, sem provas, que a eleição foi fraudada. A mesma postagem também foi retirada do ar no Instagram (que é do Facebook) e YouTube, do Google.

Além de Trump, o Facebook afirmou que tiraria do ar postagens que apoiassem a invasão, que convocassem protestos, “mesmo que pacíficos”, que violassem o toque de recolher em Washington, e que incentivassem que pessoas fossem armadas a protestos em diversas localidades dos EUA. A plataforma afirmou que estava “buscando e removendo” uma variedade de publicações que tratavam do assunto sob o viés do apoio ao ataque ou de “tentar reencenar a violência amanhã ou nos próximos dias”.

O Snapchat, na madrugada desta quinta-feira, 7, confirmou ao The Information que implementou restrições de compartilhamento ao perfil do presidente. Além disso, o Snap afirmou que o bloqueio da conta de Trump aconteceu a partir do momento em que ele voltou a insistir na mentira da fraude das eleições e chamar os apoiadores envolvidos no então protesto de “muito especiais”. Diferentemente das outras redes sociais, o Snapchat não colocou um período para a volta da conta. Segundo porta-voz da companhia, Trump continuará para fora da plataforma até que o Snapchat decida que é hora de desligar o bloqueio.

Em junho do ano passado, a plataforma anunciou que não ia mais promover a conta do presidente norte-americano Donald Trump em sua seção Discover, que sugere conteúdo de alta relevância para que sua audiência explore novos perfis. Em comunicado, a Snap, dona da rede social Snapchat, confirmou a decisão. “Não vamos amplificar vozes que incitam a violência racial e a injustiça, com a promoção gratuita no Discover”.

*Crédito da imagem no topo: Pete Linforth/Pixabay

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