Luis Duran, da HBO Max: “A ambição é grande”

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Luis Duran, da HBO Max: “A ambição é grande”

Gerente-geral da marca na AL revela que serviço da WarnerMedia pretende atingir 100 milhões de domicílios na região

Amanda Schnaider
6 de julho de 2021 - 6h03

Depois de um pouco mais de um ano do lançamento nos Estados Unidos, a HBO Max, serviço de streaming premium da WarnerMedia, chegou à América Latina e ao Caribe na semana passada. O lançamento do serviço aquece a disputa no mercado regional, visto que além de preços competitivos — com dois planos de assinaturas que variam entre R$ 19 e R$ 28 —, a plataforma conta com acervo de mais de 15 mil horas de conteúdo, incluindo franquias consagradas, como Harry Potter, Senhor dos Anéis, Game of Thrones, Sex & The City, Friends e o universo da DC.

Luis Duran, gerente-geral da HBO Max na América Latina (cargo que assumiu em janeiro deste ano para conduzir o processo de lançamento local do serviço), revela que a plataforma pretende lançar cem produções locais, sendo 45 brasileiras, no prazo de 18 meses, e alcançar 100 milhões de domicílios no continente.

Luis Duran, gerente-geral da marca HBO Max na América Latina (Crédito: Divulgação)

Meio & Mensagem – Por que a empresa adotou como estratégia lançar o HBO Max na América Latina meses depois do lançamento nos Estados Unidos? Por que houve essa espera?
Luis Duran – Existem várias considerações. Em primeiro lugar, existe a habilidade em tecnologia para poder fazer muitas coisas em pouco tempo quando falamos de desenvolvimento de software e lançamentos tecnicamente complexos, porque, obviamente, é melhor fazer as coisas aos poucos. Isso foi uma grande consideração na definição do lançamento, que começou com os Estados Unidos, seguido com o lançamento do serviço no Brasil e, depois, na América Latina, Europa e nos demais mercados. A outra consideração tem a ver com os direitos de conteúdo, onde havia uma série de compromissos existentes que também condicionaram, de alguma forma, nosso calendário de lançamento na América Latina.

MM – O segmento de streaming vem se tornando cada vez mais competitivo em todo o mundo, e não é diferente na América Latina. Como é possível criar um diferencial para a HBO Max competir de forma forte nesse segmento?
Duran – Para poder competir pelo tempo limitado que os consumidores dispõem para o entretenimento — neste caso, o entretenimento em vídeo —, temos que ser diferentes e isso tem a ver, sobretudo, com a dimensão do conteúdo e da marca. No caso de nossa marca, acreditamos que viemos com identidade muito forte, com grande campanha de marketing, que nos tornará relevantes para o consumidor latino-americano. E a outra parte, obviamente, é que, como serviço de streaming, temos que ter conteúdo diferenciado. E o terceiro elemento de diferenciação em que acreditamos é a oferta. Temos um plano mobile, com um preço muito atraente para o consumidor latino-americano e que nos abre as portas para competir por um mercado muito grande.

MM – Na apresentação para o mercado latino-americano, recentemente, a HBO Max falou que pretende investir bastante em conteúdo local, com produções feitas no Brasil e em outros países da América Latina. Quais são as produções e trabalhos que devem entrar no acervo da plataforma
Duran – Recentemente, anunciamos que faremos cem produções latino-americanas, como Max Originals, para a América Latina, nos primeiros 18 meses após o lançamento. Hoje, quase 50 já estão em produção. Com isso, acreditamos que temos bom grau de avanço em relação a essa meta e, sem dúvida, vamos cumpri-la. E acreditamos que cerca de 40% ou 45% dessas produções serão brasileiras. Nos próximo 18 meses, iremos lançar por volta de 45 títulos Max Originals produzidos no Brasil, o que é um número grande no médio prazo. Temos uma ambição ainda maior no longo prazo, mas, no médio prazo, esse é nosso objetivo e, julgando onde estamos hoje, acreditamos ser capazes de alcançá-lo. Nosso primeiro original na área de conteúdo roteirizado deve vir em meados ou final deste mês, com base na agenda de publicação de conteúdo que temos.

MM – Como a HBO definiu a política de preços de assinatura e qual é a meta de número de assinantes para os próximos meses?
Duran – O que posso dizer é que a ambição é grande. Acredito que temos um conteúdo, oferta e produto muito robustos e relevantes em nível tecnológico no atual contexto latino-americano. Portanto, acreditamos que vamos atender 100 milhões de domicílios na América Latina. Esta é a nossa única ambição hoje. Seguiremos passo a passo, mas com essa grande ambição e, para isso, temos nosso catálogo de conteúdos e o preço, muito competitivo para o mercado brasileiro.

MM – Neste ano foi anunciada a fusão global de Warner e Discovery. Há a possibilidade de, no futuro, as empresas integrarem as plataformas?
Duran – Obviamente, uma fusão entre as plataformas de streaming HBO Max e a da Discovery é uma das possibilidades (em maio deste ano, a AT&T, proprietária da WarnerMedia, anunciou a fusão da divisão da WarnerMedia com o grupo Discovery com a proposta de, sobretudo, criar uma gigante no segmento de streaming). Mas acredito que ainda é muito cedo para saber o que vai acontecer. Temos estado, como você pode imaginar, muito focados no lançamento da HBO Max no Brasil nestes últimos meses e não tivemos tempo para pensar no que está por vir.

MM – No Brasil nós temos alguns modelos de parcerias entre empresas de streaming, que oferecem planos integrados de assinatura. A HBO Max tem algum plano de fazer parcerias com outros players?
Duran – Nós, como WarnerMedia, trabalhamos na América Latina há mais de cem anos. No Brasil, estamos presentes há muito tempo e há um relacionamento forte com as operadoras de televisão, de TV a cabo e com os operadores de internet e telefonia móvel. Obviamente, estamos fortalecendo nossas relações para podermos ter grande força de distribuição no País. Lançamos a plataforma de streaming com todos os parceiros que temos como WarnerMedia no Brasil, como TIM, Vivo, Claro, Oi. Todos esses parceiros estão oferecendo aos seus clientes de televisão linear a HBO Max como complemento aos canais de televisão e vendendo o que é chamado de assinatura sob demanda da HBO Max.

**Crédito da imagem no topo: Mauricio Santos/Unsplash

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