Americanas pede fim do processo de recuperação judicial
Rede de varejo protocola pedido para encerrar processo iniciado para sanar efeitos da fraude contábil, revelada em janeiro de 2023

Integração entre canais digitais e lojas físicas: Americanas aposta na agilidade de execução para atrair investimentos (Créditos: Bangla press/Shutterstock)
A Americanas protocolou nessa quarta-feira, 25, o pedido de encerramento da recuperação judicial perante o Juízo da 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.
O pedido acontece dois anos depois da homologação do pedido do plano de recuperação judicial, protocolado em fevereiro de 2024.
O encerramento da recuperação judicial é a primeira etapa para a empresa começar a deixar para trás a maior crise de sua história.
Em janeiro de 2023, a empresa tornou pública a informação da descoberta de inconsistências contábeis, que envolviam dívidas superiores a R$ 47 bilhões.
O comunicado, assinado pelo diretor financeiro e de relação com investidores da Americanas, Sebastien Durchon, diz ainda que os administradores da companhia adotarão as medidas necessárias para o encerramento da recuperação judicial do Grupo e que manterá seus acionistas informados o desenvolvimento dos assuntos.
A eclosão da crise da Americanas, em 2023, levou a uma série de investigações pela companhia, que culminou na denúncia, no ano passado, de 13 ex-executivos da empresa por participação nas fraudes contábeis. Entre eles, está o ex-CEO, Miguel Gutierrez.
Venda da Uni.co
Nessa mesma quarta-feira, 25, a Americanas também informou que o processo de venda da UPI Uni.co, que concentra as marcas Imaginarium e Puket, foi concluído com a escolha pela oferta da BandUP. A Solver, concorrente no processo, também chegou a fazer sua oferta. Porém, a empresa foi desclassificada por descumprir as exigências do edital.
