Com WE Gym, Virgínia e Samara Pink buscam priorizar mulheres
Empresárias ampliam negócios para o setor fitness, buscando flexibilidade e proximidade com o público feminino

Virgínia Fonseca e Samara Pink comentam estratégias de negócios da WE Gym (Créditos: Reprodução)
Depois de a WePink ultrapassar R$ 1 bilhão em faturamento em 2025, Virgínia Fonseca e Samara Pink ampliam a atuação nos negócios com a WE Gym. A entrada no segmento fitness leva para uma operação física elementos que já fazem parte da trajetória das empresárias, como o uso da influência, a proximidade com o público e a escolha de mercados relacionados aos próprios hábitos de consumo.
A academia também busca se diferenciar ao atender demandas específicas do público feminino. Entre as iniciativas citadas por Virgínia estão espaço para dança e uma mensalidade de 37 dias, pensada para dar maior flexibilidade durante o período menstrual. “Aqui a gente vai ter mensalidade de 37 dias, para quando as mulheres não se sentirem confortáveis de treinar no período menstrual. Elas conseguem ficar em casa, tranquilas, sem perder o dinheiro que pagam”, explica.
Para Virgínia, a relação entre sua imagem e os negócios passa ainda pela afinidade com os produtos e serviços que oferece. A influenciadora afirma que essa proximidade faz com que a apresentação das marcas em suas redes sociais aconteça de maneira mais natural.
“Tudo o que eu faço nas minhas empresas é o que eu consumo, é o que eu gosto. Eu sempre gostei de me cuidar, da parte da beleza, de ser cheirosa, de cuidar do cabelo. Então, é muito orgânico o modo como eu comunico a WePink e agora, quando estiver em Goiânia, eu vou estar na WE Gym treinando, com certeza”, diz.
A estratégia também ajuda a explicar como a influenciadora busca equilibrar a exposição comercial de diferentes negócios. Para Virgínia, a sinceridade na relação com os seguidores é um dos elementos que sustentam a confiança nas recomendações. “Acredito que sou muito sincera, sou muito verdadeira. Então, é isso que faz as pessoas consumirem o que eu indico.”
WE Gym: da audiência para a experiência física
Na WE Gym, essa proximidade com o público também aparece na concepção da experiência que busca ir além de uma academia tradicional. O espaço vai contar com 300 m² exclusivos para mulheres e soluções pensadas para tornar a frequência à academia mais confortável para o público feminino.
Samara Pink afirma que a intenção é levar o mercado fitness a olhar para as consumidoras de maneira menos genérica. Para ela, a academia deve funcionar também como porta de entrada para pessoas que ainda não têm familiaridade com exercícios ou que não se sentem confortáveis nos modelos tradicionais.
“Espero que influencie de forma muito positiva todo o mercado fitness a olhar a mulher de modo mais exclusivo”, explica. A empresária também reforça que o principal diferencial pretendido pela WE Gym não está apenas na estrutura. “Obviamente que a gente tem os melhores equipamentos, melhores tecnologias, mas o que a gente quer é mostrar a experiência do atendimento.”
WE Gym e a estratégia de diferenciação
Nesse sentido, a escolha de entrar em um novo segmento procura repetir um princípio presente na trajetória dos negócios das sócias: identificar comportamentos e necessidades do próprio público antes de definir a oferta. Na academia, essa leitura se traduz na tentativa de reduzir barreiras e construir um atendimento mais próximo: “Queremos que a mulher venha treinar porque tem uma professora maravilhosa, que vai dar toda a atenção do mundo, e, assim, ela vai conseguir adentrar nesse universo e ter mais saúde”.
Para Virgínia, levar sua força digital para uma operação física também significa transformar a influência em presença. “Eu posto a minha vida, é tudo muito orgânico. E gosto de treinar, como mostrei nos meus conteúdos de Carnaval, foi muito intenso. Então acredito que a academia vai fazer parte dessa rotina que divido.”