Dos jingles à lei da atração: a carreira de Mariana Rios
Cantora, atriz e empresária revela como a busca por autenticidade deu origem a um ecossistema de negócios

Mariana Rios no Maximídia 2026 (Crédito: Máquina da Foto)
Apesar de Mariana Rios, natural de Araxá, Minas Gerais, ter ganhado notoriedade como atriz, após ter atuado em algumas novelas da TV Globo como Malhação, Araguaia, Salve Jorge e Além do Horizonte, sua carreira não teve início na televisão.
Na verdade, sua trajetória profissional teve início aos 8 anos de idade, cantando em festivais de música e gravando jingles publicitários para rádio e televisão. “Com 9, 10 anos montei minha primeira band, fazia show em festinhas infantis, em festa de pessoas mais velhas, aniversário, bodas”, relembrou, no palco do Maximidia.
Com 18 anos, Mariana se mudou para o Rio de Janeiro atrás de seu sonho de ser artista, de cantar, atuar, e com 22 anos ingressou na Malhação, novela da Globo. Ela conta que quando tomou a decisão de fazer atuação foi desacreditada por diversas pessoas, mas que isso não a impediu de perseguir seu sonho.
“Isso foi uma coisa que eu sempre fui muito fiel na minha vida, às minhas escolhas, e o tempo todo entendendo que eu jamais serei aquilo que eu não sou. Tudo o que me distanciava da minha essência, dos meus dons, daquilo que eu gostava de fazer, eu falava: ‘isso aqui não é para mim, isso aqui não faz sentido’”, afirmou.
Em busca de sua essência
Ainda na televisão, mas, dessa vez na Record TV, a Mariana apresentou o The Voice Brasil, ao lado de Tiago Leifert, a Ilha Record e A Grande Conquista. No entanto, a artista não enxergava esse caminho profissional como sua essência.
“A partir do momento que você entende que você jamais será o que você não é, a sua vida muda. E todos nós temos uma dificuldade em aceitar aquilo que realmente somos, o presente que ganhamos da vida desde o momento que nascemos, que são os nossos dons”, afirmou.
Inclusive, ela destacou que perceber que determinada coisa não fazia sentido para a sua vida é uma excelente forma de lidar com a saúde mental, principalmente, entre líderes. “Se você não tiver em dia com o seu desenvolvimento pessoal, com o gerenciamento das suas emoções, você não suporta. Aí não adianta você ocupar esse espaço, assumir esse espaço como líder, que o seu corpo e a sua parte emocional não sustentam”, opinou.
Com isso em mente, Mariana decidiu mudar o rumo de sua carreira, em busca de sua essência. A transição definitiva do entretenimento tradicional para os negócios digitais consolidou-se em 2020.
Diante da ansiedade coletiva trazida pela pandemia, a empresária escreveu um livro autobiográfico. “Quando eu chegava num lugar e alguém falava ‘o seu livro me transformou, o seu livro me ajudou’, aquilo me emocionava muito mais do que alguém falando ‘eu adorei seu personagem’. Aquilo era a minha essência”, enfatizou a empresária.
O seu livro deu origem ao método e curso proprietário Basta Sentir, um treinamento online sobre prosperidade e lei da atração. Mariana explicou que o curso tem quatro pilares principais: desenvolvimento pessoal, inteligência emocional, espiritualidade e o seu desejo alinhado com o seu sentido, com o que você realmente quer.
“Se você não sabe quem você é, você não sabe o que você quer. E para quem não sabe o que quer, qualquer caminho serve, você fica perdido em tantas opções, ou às vezes até nenhuma”, completou.
Em um ano de lançamento, o treinamento online já atingiu a marca de 70 mil alunos. Segundo Mariana, o treinamento engaja cerca de 80% dessa comunidade em canais diretos de comunicação como WhatsApp e Telegram, combinando o ambiente virtual a imersões presenciais.
A redefinição de sucesso
Durante sua participação no Maximidia, Mariana também abordou o conceito de sucesso, que, para ela, não pode ser terceirizado ou reduzido a padrões imutáveis de poder e prestígio. ” O sucesso é algo muito particular, muito individual”, argumentou.
“Sucesso, hoje, para mim é conseguir me encontrar com essas pessoas que fazem o Basta Sentir, com essas mulheres que hoje estão nas empresas representadas também por essa minha outra empresa, que é o EVA Maternidade”, disse. A iniciativa é voltada a apoiar a saúde emocional de colaboradoras nas empresas durante episódios que vão desde a gestação e tratamentos de fertilidade até perdas gestacionais.
A coerência em seu posicionamento também se reflete nas marcas com as quais aceita trabalhar. Para a apresentadora, a credibilidade é um ativo inegociável: “Você precisa ser muito verdadeiro com o seu público e muito verdadeiro com a marca que você representa. Aquilo tem que fazer sentido, porque as pessoas não compram uma mentira”, complementou.
Um alerta para o corpo
Mariana contou que o divisor de águas na gestão de sua rotina ocorreu após o corpo emitir um sinal drástico de alerta devido à uma sobrecarga de trabalho. “Eu tive um pico de estresse tão grande que perdi 30% da minha audição e desenvolvi uma síndrome que chama Síndrome de Ménière. Há anos o meu ouvido esquerdo apita 24 horas por dia”, revelou.
A experiência levou-a a adotar a autorresponsabilidade como filtro principal para suas escolhas profissionais. “A partir do momento em que fui entendendo que tudo é responsabilidade minha, menos aquilo que foge ao meu controle, eu mudei a minha vida”, concluiu. “O que não vai dar é para ficar numa cama de hospital doente porque eu não me responsabilizei por aquilo que escolho viver”.
