Streaming

Disney aposta no poder dos fandoms para gerar conexão

Executivas da plataforma destacam o papel dos fãs na relação entre conteúdo, publicidade, esporte e marcas

i 2 de outubro de 2026 - 8h57

Apresentação da Disney no Maximidia 2026 (Créditos: Edu Lopes/Máquina da Foto)

Apresentação da Disney no Maximidia 2026 (Créditos: Edu Lopes/Máquina da Foto)

Personagens, histórias e franquias podem acompanhar o público por diferentes momentos da vida e também por diferentes plataformas.

No Brasil, 34 milhões de pessoas passaram pelo Disney+ nos últimos três meses, e 65% desse público acessa o streaming diariamente, segundo dados apresentados pela companhia durante o Maximidia 2026.

“Quando alguém deixa de só gostar de uma história e passa a ser fã dela, alguma coisa realmente muda. A pessoa não só assiste: ela procura, comenta, compartilha, cria, recomenda, compra de volta, leva para os filhos, amigos, namorada e, principalmente, passa a fazer parte daquela história. É isso que a gente chama do poder do fandom”, explicou Giselle Ghinsberg, diretora de ad sales & partnerships The Walt Disney Company Brasil.

“A paixão dos fãs gera conversa, a conversa gera creators, os creators geram novas formas de expressão, e essas expressões geram dados, insights e novas oportunidades de conexão. Tudo isso volta para o conteúdo, para a experiência e para a própria comunidade. É quase um organismo vivo”, explicou.

Cases e collabs

Um dos exemplos apresentados foi Toy Story 5, que chegou aos cinemas brasileiros em junho. Com mais de 30 anos, a franquia soma US$ 4 bilhões em bilheteria global e 2 bilhões de horas consumidas no streaming.

No Brasil, o lançamento envolveu mais de 25 experiências imersivas e quase mil produtos no varejo. No mundo, os produtos licenciados de Toy Story geram cerca de US$ 1 bilhão por ano, segundo a Disney.

O filme teve oito marcas parceiras e uma integração com a NFL no Toy Story Funday Football. Entre as ações, o Burger King levou personagens como Woody, Buzz Lightyear, Jessie, Rex e Alien para o Combo King Jr. Visa e Bradesco criaram a campanha Amigos em Milão, com sorteio de viagens e prêmios e participação de Larissa Manoela. Já a Claro desenvolveu a plataforma Conecta e Cuida, voltada à saúde digital de crianças e adolescentes, com a agência Talent.

Outro case foi O Diabo Veste Prada 2, lançado nos cinemas em abril. A parceria com Havaianas gerou mais de 70 milhões de interações orgânicas nas redes sociais a partir do anúncio e dos teasers. O primeiro filme também foi o segundo título mais assistido no Disney+ durante a janela da ação.

Foco no esporte

Na apresentação, a Disney também destacou seu pilar esportivo. A ESPN reúne mais de 27 modalidades e mais de 2 mil eventos ao vivo transmitidos por mês. As transmissões somam 821 milhões de horas consumidas exclusivamente em conteúdos ao vivo, enquanto o alcance chega a 88% dos fãs de esportes, segundo dados da companhia.

“Ao longo dos anos, foi criada uma relação genuína, consistente e com autenticidade com o fã. Os direitos de transmissão podem até mudar, mas os fãs não: 80% deles continuam com a ESPN mesmo quando os direitos estão em outro lugar”, disse Pauline Monteiro, gerente de ad Sales & local markets da The Walt Disney Company Brasil. 

Conexão entre publicidade e conteúdo

“Durante muito tempo, publicidade foi só sobre encontrar as audiências certas. O que vemos hoje é diferente: como uma marca pode entrar dentro de uma paixão que já existe? Como participar de uma conversa sem interromper?”, disse Giselle.

A executiva falou a respeito de alguns formatos de publicidade oferecidos pela companhia. O Magic Words permite contextualizar e comprar momentos específicos dentro de episódios e filmes, enquanto o Clean Room, que será disponibilizado em breve, permitirá o cruzamento seguro de dados de marcas parceiras com dados primários da plataforma.

A Disney também trabalha com modalidades de sponsorship que incluem compra de share of voice e formatos voltados à redução da sobrecarga comercial nos intervalos.

“O consumidor vem para o Disney+ sabendo o que quer assistir, e isso significa consumo intencional, não é um consumo passivo. A intenção gera uma atenção mais profunda. Não estamos entregando apenas uma visualização, estamos entregando fãs altamente engajados e conectados com as histórias que amam”, disse Pauline.

O que vem em 2027

A Disney prevê mais de dez produções originais brasileiras para o ano que vem. Ainda em 2026, a segunda temporada de Amor da Minha Vida chega ao streaming, no próximo dia 9, enquanto a terceira temporada já está confirmada. Percy Jackson e os Olimpianos também retorna em 20 de novembro.

No Disney+, chegam títulos como Disney Oswald, a segunda temporada de Ahsoka, Demolidor: Renascido e Cars: Lightning Races. Já os catálogos de Hulu e FX concentram produções para o público adulto, dramas e conteúdos nacionais, com novidades como a terceira temporada de Paradise, The Land, The Spot, Portraits of Delusion, Disinherited, a segunda temporada de O Dia do Chacal, Count My Lies, a sétima temporada de Impuros, The Koreans, Trinta e Tantos, o retorno de Prison Break, Seven Sisters, Quem Matou Aline?, Delegacia de Homicídios e a segunda temporada de Castelo Rá-Tim-Bum.

No cinema, a programação dos próximos lançamentos inclui A Era do Gelo: Mundo de Lava, Gato, Star Wars: Starfighter, Disney Bluey: O Filme, The New Simpsons Movie, Frozen III e Avengers: Secret Wars. Para este ano, ainda está previsto Vingadores: Doutor Destino, com lançamento marcado para 17 de dezembro.

E na ESPN, a programação reúne competições como Premier League, Serie A italiana, torneios de clubes da UEFA, CONMEBOL Libertadores e Sul-Americana, NBA, NFL e as principais etapas e Grand Slams do tênis.