OOH

Criatividade é repertório na era da inteligência artificial

Neooh propõe reflexão sobre originalidade e repertório no processo de criação e comunicação das marcas

i 1 de outubro de 2026 - 17h22

Catarina Papa, cofundadora da Rito e especialista em Foresight no Maximidia 2026 (Créditos: Edu Lopes/Máquina da Foto)

Catarina Papa, cofundadora da Rito e especialista em Foresight no Maximidia 2026 (Créditos: Edu Lopes/Máquina da Foto)

A Neooh trouxe ao palco do Maximidia 2026 o chief  sales officer (CSO), Gustavo Silva, e Catarina Papa, cofundadora da Rito e especialista em Foresight, para discutir criatividade e originalidade diante do avanço da inteligência artificial.

Silva destacou que empresa de out-of-home (OOH) está presente em mais de 700 municípios, em todos os estados do País, com mais de 45 mil telas digitais e ativos em aeroportos, parques, terminais rodoviários, shoppings, academias, salas VIPs e espaços de trabalho. A companhia também investe na Neooh Studios, empresa do grupo voltada ao desenvolvimento de projetos com IA, conteúdos 3D, interatividade e experiências imersivas.

“A inovação faz parte do nosso dia a dia e vai muito além da mídia. Transformamos espaços em plataformas de experiência: unimos criatividade, tecnologia e contexto para criar ativações que aproximam marcas e pessoas”, disse o executivo.

Criatividade e IA

Para Catarina, as transformações provocadas por novas tecnologias também mudaram a maneira como as pessoas armazenam e acessam conhecimento.

Ao falar sobre a passagem da oralidade para a escrita, a criação das bibliotecas e a evolução da leitura, ela chegou ao momento atual, em que o público interage diretamente com sistemas de inteligência artificial. “É a primeira vez na humanidade em que a gente está lidando com uma coisa externa aos humanos que também tem o poder comunicacional”, disse.

Para a especialista, essa mudança também coloca em discussão o papel da criatividade. “A grande diferença minha para uma IA é a minha visão de mundo. Porque, se eu escuto passos aqui atrás deste palco, o repertório que tenho pela minha tridimensionalidade sensorial e pela ancestralidade que eu herdo na minha genética e na minha epigenética me faz ser diferenciada”, destaca.

“Se a infraestrutura é a imaginação, o que a gente precisa se propor é: nos ajudem a ter mais repertório! Porque repertório aumenta a nossa capacidade criativa e de imaginação”, explica.

A especialista também defende o contato com diferentes referências e ferramentas como forma de ampliar a capacidade de criação. “Não é sobre previsibilidade de futuro; é sobre prospectar cenários e como eu sei navegar nas incertezas dentro de contextos”, complementa.