Conexão Austin

O equilíbrio virou estratégia?

Se existe uma palavra que conecta tudo o que vimos no SXSW este ano, ela não é tecnologia. É equilíbrio

Heloisa Santana

Presidente Executiva da AMPRO, associação de marketing promocional 18 de março de 2026 - 16h39

Entre automação e humanidade.
Entre produtividade e bem-estar.
Entre escala e significado.

A inteligência artificial está, sim, acelerando o ritmo de tudo. Mas, como alertou Amanda Butler, esse mesmo ritmo já começa a revelar seus efeitos colaterais: times mais cansados, decisões mais rápidas e nem sempre melhores.

Ao mesmo tempo, cresce um novo tipo de profissional. Como disse Greg Shove, há os “motoristas” e os “passageiros” da IA. Os primeiros assumem o controle, questionam, refinam, decidem. Os segundos apenas delegam.

E é aqui que entra um ponto central para comunicação e negócios: não basta adotar IA – é preciso desenvolver protagonismo. Porque, em um cenário onde tudo pode ser feito, o diferencial passa a ser o critério humano por trás do que é feito.

Isso também ressignifica a lógica das marcas.

Ouvi Dan Salkey, não faltam tentativas de engajar – falta autenticidade. O público não rejeita humor, storytelling ou inovação. Rejeita quando isso parece artificial, forçado, sem verdade.

E talvez essa seja a grande virada: quanto mais tecnologia temos, mais valiosa se torna a sensibilidade humana.