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Carlos Ghosn vai se dedicar à tríplice aliança

Após 18 anos, o franco-brasileiro deixa o cargo de executivo-chefe da Nissan para cuidar do processo de integração que também envolve Renault e Mitsubishi

i 23 de fevereiro de 2017 - 9h23

Após 18 anos à frente da japonesa Nissan, o franco-brasileiro Carlos Ghosn deixa a direção da empresa a partir de abril. Seu substituto será o japonês Hiroto Saikawa. Ghosn foi escolhido como presidente do conselho de administração da Mitsubishi no ano passado e será responsável em coordenar a integração Renault, Nissan e Mitsubishi.

Em outubro do ano passado, a aliança Renault Nissan adquiriu 34% das ações da Mitsubishi se tornando o sócio-majoritário da fabricante japonesa. O negócio foi de US$ 2,3 bilhões. No conselho da empresa, Ghosn está sendo responsável em conduzir o processo de integração das três marcas e na administração da aliança.

“Vou continuar supervisionando e orientando a empresa, tanto em sua independência como dentro da aliança. Esta mudança me permitirá dedicar mais tempo e energia na gestão dos desenvolvimentos estratégico e operacional, assim como a expansão da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi”, disse Ghosn, em comunicado.

Ghosn começou a trabalhar na Renault em 1996 e chegou à Nissan em 1999, ano da parceria comercial e industrial da Renault e a Nissan. Na ocasião, a empresa japonesa estava prestes a falir com mais de US$ 20 bilhões em dívidas. Ghosn conduziu um processo de reestruturação que envolveu demissões, fim de parcerias e fechamento de linhas de produção. Com ascendência francesa e libanesa, Ghosn nasceu em Porto Velho (RO) e também já trabalhou na Michelin.