Por que a Accenture abriu um centro de inovação em São Paulo?
Localizado no novo escritório da consultoria, espaço permite o acesso de clientes a inovações e tecnologias avançadas

Arquitetura da entrada do Connected Innovation Center da Accenture conecta a natureza com a tecnologia (Crédito: Lucas/Lamidia Produtora)
A Accenture apresentou nesta quarta-feira, 22, o seu novo escritório de São Paulo, localizado no Parque da Cidade. Com capacidade para 890 pessoas sentadas, o espaço também conta com uma novidade: o Connected Innovation Center (CIC), ambiente que permite o acesso de clientes a tecnologias avançadas visando gerar resultados reais e valor em escala.
O CIC faz parte de uma rede global de 27 centros de inovação da Accenture, incluindo São Paulo, Buenos Aires, Cidade do México, Nova York e Tóquio, mas é o primeiro desse formato na América Latina. “Essa rede conectada de inovação serve justamente para receberemos nossos clientes e parceiros — e ter discussões de negócio sobre como o mundo vai ser reinventado com essas novas tecnologias e com essa remodelagem da nossa força de trabalho”, explicou Victor Lima, líder de inovação e tecnologia sustentável da Accenture na América Latina.
Por estar conectado com outros centros no mundo, o CIC permite criar conexões em tempo real com especialistas globais, possibilitando trazer inovações de outros lugares no mundo para o Brasil e vice-versa. “Além disso, temos o nosso centro de inovação em Recife e em Nova Lima, dedicado para a tecnologia e operação”, complementou Lima.
Apesar de ser um espaço de colaboração, o presidente da Accenture para Brasil e América Latina, Rodolfo Eschenbach, reforçou que o CIC não tem custo adicional e que faz parte de uma oferta da holding para seus clientes. “A ideia não é cobrar pelo uso”, pontuou. O espaço também é modular e customizável por indústria. “A ideia de ter tanta tecnologia dele é para que ele seja customizável para as indústrias que queremos trabalhar”, comentou Eschenbach.
O novo escritório da Accenture em São Paulo tem uma arquitetura e um design que homenageia grandes mentes brasileiras que foram reconhecidas em vida pelos seus feitos ou que ganharam esse reconhecimento somente após a morte, são exemplos Ziraldo, Santos Dumont, Johanna Döbereiner, Maria Esther Bueno e Aryton Senna.
O ambiente também foi pensado para a colaboração, por isso não conta com salas individuais, mas espaços compartilhados, com estações de trabalho ajustáveis e moduláveis, e salas de reuniões de todos os tamanhos. “Nosso grande valor está na colaboração”, enfatizou o presidente.
Conceito A.I.R
Durante o anúncio do novo Connected Innovation Center (CIC), Eco Moliterno, chief creative officer Latam da Accenture Song, apresentou três ondas de evolutivas pelas quais a humanidade passou.
A primeira foi a da terceirização, onde a disputa era no campo físico pelos melhores talentos humanos. A segunda onda foi a do digital, onde todas as empresas começaram a ir para cloud, numa era onde o diferencial era a inteligência de máquina.
Já a terceira onda, na qual a sociedade se encontra agora, é a da inteligência artificial (IA). Essa onda a Accenture tem chamado de A.I.R: Artificial Intelligence Reinvention (reinvenção da inteligência artificial, em português), cujo acrônimo forma a palavra Air (ar, em português).
Além de ser uma era de múltiplos agentes de IA, o A.I.R aborda a reinvenção empresarial por meio de três dimensões: reimaginação da forma como o trabalho é feito, remodelagem da força de trabalho e redesenho de ferramentas de trabalho. “A combinação do humano com a máquina que vai fazer diferença”, completou Moliterno.
Nesse sentido, Eschenbach ressaltou que, apesar da série de demissões pelas quais a companhia passou nos últimos meses, o saldo é positivo no Brasil, onde a Accenture tem contratado uma pessoa a cada 30 minutos.