TECNOLOGIA

O futuro das interfaces: IA, robôs humanoides e imersão

Lucas Dib, da CI&T, descreve como a convergência tecnológica vai provocar uma transformação das interfaces

i 28 de maio de 2026 - 6h02

Por definição, interface é o ponto de conexão entre dois sistemas. É a ponte que permite a troca de informações entre a máquina e um usuário. Na última década, as interfaces evoluírem enquanto capacidade, mas se mantiveram concentradas nas telas. Esse cenário, no entanto, está prestes a mudar.

futuro das interfaces - Lucas Dib, no ProXXIma 2026 (Crédito: Máquina da Foto)

Lucas Dib, no ProXXIma 2026 (Crédito: Máquina da Foto)

“A inteligência artificial generativa traz uma abordagem diferente de interface. Muitas pessoas ainda enxergam a IA como uma caixa de texto, mas tem uma oportunidade muito maior”, defende Lucas Dib, head global de immersive & gaming da CI&T.

Essa mudança não é causada pela IA, por si só, mas pelo que o executivo descreve como a convergência de três tecnologias. São elas: as tecnologias imersivas, a inteligência artificial generativa e a robótica humanoide. Juntas, elas desbloqueariam um novo conceito de interface.

No que tange as tecnologias imersivas, o head da CIT&T enxerga uma transição dos óculos de VR, que substituem a visão real por um ambiente gerado por computador, para modelos de realidade aumentada e mista, que funcionam como um visor inteligente, somando camadas de informação à experiência real.

O avanço dessa tecnologia permite uma virada de telas planas para dimensões espaciais. Mas, a imersão não se limita aos óculos. “Tratamos imersividade não só o VR, mas como tudo que você pode aprofundar e trazer uma nova dimensão”, descreve Dib.

Nesse cenário, a inteligência artificial entra como um motor para que essas experiências aconteçam de maneira, cada vez mais, fluida. Combinadas, a IA e as tecnologias imersivas permitem, por exemplo, experiências de provador virtual, inserções em plataformas de games, o desenvolvimento de avatares humanizados com linguagem natural e treinamentos e simulações gamificados.

“Quebra muitas barreiras na forma como o conteúdo é consumido e como as pessoas aprendem”, defende o head global de immersive & gaming da CI&T.

Terceiro elemento dessa convergência, a robótica leva essas capacidades para o mundo físico. “A robótica humanoide tem desbloqueado muitas possibilidades e é uma interface que pode habilitar a IA e a camada de soluções a operarem tudo o que foi desenvolvido para os humanos. Tudo o que um humano é capaz de fazer, nos próximos anos, a IA será capaz de operar”, resume Dib.

Essa convergência ainda deve ser facilitada, primeiro, pela popularização do uso da inteligência artificial e a queda de barreiras culturais. E, depois, a redução do preço dos hardwares. “Passaremos por uma transição em que no dia a dia será mais comum ver o físico e o digital conectados”, conclui o executivo.