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Publicitárias se unem contra abusadores

O tumblr #Meucorponãoépúblico disponibiliza as diversas artes de protesto criadas pelas mulheres do grupo Mad Women

Isabella Lessa
1 de setembro de 2017 - 15h01

Arte de Mari Nadais e texto de Ana Beatriz Simões (Crédito: Divulgação)

Em reação ao estupro sofrido por uma mulher dentro de um ônibus em São Paulo na última terça-feira, 29, um grupo de publicitárias lançou o movimento #MeuCorpoNãoéPúblico. A hashtag acompanha uma série de artes gráficas criadas por elas, que podem ser encontradas no Tumblr para serem baixadas, impressas e coladas.

Batizado de Mad Women, o coletivo de mulheres da criação começou em julho do ano passado com um grupo fechado no Facebook. Ao fundar o espaço, Ana Mattioni, ex-diretora de criação da Mutato, descreveu a iniciativa como um “espaço de networking, mas também de acolhimento. E só entra mulher”.

De acordo com a profissional, a comunidade da rede social tem dois objetivos principais: erguer uma rede para as mulheres indicarem umas às outras para vagas e compartilhar experiências vivenciadas nas agências. “Muitas boas vagas do mercado sobram para os homens, porque eles indicam os amigos deles. Desde que o grupo começou, vemos que está crescendo o número de mulheres, assim como a procura por mulheres para preencher as vagas. Ali, também mostramos umas às outras que passamos pelas mesmas situações, independentemente do cargo”, diz. Um ano mais tarde, o grupo soma cerca de 1.800 profissionais, sendo que a maioria é de criação e algumas atuam na área de estratégia.

Embora o espaço na rede social tenha surgido originalmente para discussões no âmbito profissional, é natural que as conversas permeiem questões do cotidiano. Diante dos assédios e estupros noticiados na última semana, Ana e Paula Fernandes, diretora de arte da Ampfy, tiveram a ideia de juntarem os talentos para expressar a indignação de todas. Em menos de 24 horas, as profissionais já tinham se mobilizado para desenhar os pôsteres. Internamente, as criativas estão promovendo uma vaquinha para imprimir o material em formato de adesivo para distribui-lo pela cidade.

Elas também são idealizadoras do evento público em protesto à decisão do juiz sobre o caso desta semana: “Ejaculaço no pescoço do juiz” será realizado às 18h desta sexta, 1, em frente à Primeira Vara Criminal de São Paulo.

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