Marketing

IA é útil para 49% dos consumidores, mas não decide compra

Estudo Pulso NRF 2026, da Score e Hibou, analisa comportamento de consumo e destaca gestão do orçamento

i 11 de fevereiro de 2026 - 6h04

Para quase metade dos brasileiros, fazer compras hoje é mais cansativo do que já foi no passado. O dado é fruto do estudo Pulso NRF 2026, da agência Score em parceria com a Hibou. Segundo a análise, o consumidor teria passado de um “caçador de promoções” para um gestor do próprio orçamento, buscando previsibilidade e segurança.

IA é útil

Para consumidores, comprar hoje é mais cansativo do que era no passado (Crédito: Andrey_Popov-shutterstock)

Ao todo, a amostra ouviu mais de 1.200 pessoas em janeiro de 2026 e revelou que 45% dos entrevistados passaram a comparar mais preços. 43% cortaram itens não essenciais, 39% reduziram o volume de compras e apenas 11% seguiram comprando das mesmas marcas, sem mudanças relevantes.

Além das compras no mercado, a redistribuição do orçamento afetou a saúde (47%), contas essenciais (43%), moradia (34%) e parcelamentos (28%). Para as consultorias, os consumidores não teriam abandonado o desejo por qualidade, mas alternado o ritmo de compra.

Apesar de ter sido considerada na redistribuição do orçamento, a saúde influencia diretamente a decisão de compra. Para 44%, ela pesa muito ou é o critério principal de decisão e 42% descrevem uma influência moderada. 60% dizem evitar snacks ultraprocessados e 55% reduziram refrigerantes e bebidas adoçadas.

Assistência híbrida e confiança

Sobre os canais, quatro em cada dez consumidores preferem resolver primeiro no digital, mas com acesso rápido a um atendimento humano. Cerca de 25% do público entrevistado prefere falar direto com um atendente. Esse número sobe para 36% em pessoas com mais de 55 anos.

Quando o assunto é inteligência artificial, 49% avaliam como útil para comparar preços e benefícios, 40% para localizar produtos e 38% para agilizar pagamento e entrega. Apesar dessa avalição, 72% ainda dizem que a IA não interfere na decisão de compra e 19% preferem menos tecnologia.