Coelhinhos da Dolly X Conar: entenda a briga

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Coelhinhos da Dolly X Conar: entenda a briga

Na Justiça desde o ano passado, processo determinou que o órgão não pode proibir a veiculação do comercial de Páscoa da marca de refrigerantes

Bárbara Sacchitiello
20 de março de 2018 - 17h33

(Crédito: Reprodução)

Exibido na TV há mais de uma década, o comercial do refrigerante Dolly em homenagem à Páscoa virou caso de justiça no ano passado, com desdobramentos, que até agora, vem impactando a publicidade do anunciante e o trabalho do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar).

Na última sexta-feira, 16, a Dolly declarou que a relatora Maria de Lourdes Lopez Gil, do Tribunal de Justiça de São Paulo, manteve a liminar que impedia o Conar de julgar ou tomar qualquer outra decisão em relação à campanha da marca.

Para entender a origem da liminar, é preciso retornar a maio de 2017, quando o conselho de ética do Conar julgou a campanha de Páscoa do refrigerante. Na ocasião, os conselheiros determinaram que o conhecido comercial não poderia mais ir ao ar pelo fato de o filme mostrar crianças cantando uma música que falava o nome da marca. No entendimento do Conar, tal prática é chamada de verbalização de consumo e vetada às crianças na publicidade. Além disso, os membros do Conar também interpretaram que a campanha fazia uso de crianças muito pequenas, que não teriam discernimento para divulgar o consumo de um produto com alto teor de açúcar, como é o caso do refrigerante.

A partir daí, a Dolly iniciou uma empreitada na justiça para tentar reverter a decisão. Em setembro de 2017, uma determinação da Vara Cível de São Paulo pediu ao Conar que julgasse a portas abertas o processo do anunciante, permitindo, assim, o direito de defesa em relação às argumentações.

Segundo o Conar, tal determinação foi cumprida no próprio mês de intimação. “o Conar informa que todas as ordens judiciais foram rigorosamente cumpridas, com a retirada do processo da pauta de julgamento solicitada pelo próprio anunciante e deferida pelo juiz e com o desimpedimento de exibição do anúncio”, disse o Conar, em comunicado. O anunciantes, no entanto, entrou com um novo processo na justiça pedindo que o Conar fosse impedido de tomar qualquer decisão a respeito dos comerciais de Dolly.

Agora, pela última decisão judicial, a Dolly está liberada para veicular o comercial de Páscoa. O filme, inclusive, já vem sendo exibido pela marca na TV aberta. Assista:

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