Grupo Newcomm contrata Cris Duclos

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Grupo Newcomm contrata Cris Duclos

Ex-executiva da Vivo assume os cargos de VP de negócios e estratégias da Wunderman e também de brand leader da marca da operadora


14 de agosto de 2017 - 14h55

Profissional foi escolhida para liderar a área de novos negócios da Wunderman e, também, para cuidar do posicionamento da Vivo dentro do grupo da qual a operadora é cliente (Crédito: Arthur Nobre)

Fora do mercado desde junho de 2016, quando foi desligada do cargo de diretora de imagem e comunicação da Vivo, Cris Duclos é a nova contratada da Grupo Newcomm. A chegada da executiva ao Grupo foi anunciada nesta segunda-feira, 14. Cris ocupará o cargo de vice-presidente de negócios e estratégias da Wunderman e, também, será brand leader da marca Vivo dentro do Grupo Newcomm (aY&R é uma das agências responsável pela conta publicitária da operadora de telefonia). No novo cargo, Cris se reportará diretamente a Paulo Sanna, CCO da Wunderman e a Caio Bamberg, COO da agência. Hierarquicamente, ela também responderá a David Laloum, presidente da Y&R.

O nome da executiva esteve envolvido em uma das maiores polêmicas do mercado corporativo brasileiro no ano passado, que teve início após sua demissão da Vivo, ocorrida em junho de 2016. Nos meses , diversas reportagens foram veiculadas relatando suposto caso de corrupção privada contra a companhia telefônica, que teria sido praticado em conluio com agências e outros fornecedores de marketing, e com a participação do marido de Cris Duclos, o publicitário Ricardo Chester, que atualmente faz parte da equipe da AlmapBBDO.

A partir de então, Cris Duclos e Chester entraram em uma disputa judicial com a Vivo para pleitear um posicionamento formal da companhia a respeito de sua conduta. A executiva venceu o processo e, na edição de 27 de dezembro de 2016, o jornal Valor Econômico publicou um comunicado, em que a Vivo e Cris Duclos assinaram conjuntamente, classificando como inverídicas as informações que circularam no noticiário ao longo do ano a respeito de supostas irregularidades na área de marketing da companhia.

Cris trabalhou na Vivo de 2008 até junho de 2016. Com experiência no setor de telecomunicações, trabalhou por onze anos na BCP e na Claro, antes de ingressar na empresa do grupo Telefônica. É formada em administração de empresas e possui MBA e especialização em gestão empresarial.

Caso Vivo
O envolvimento do nome de Cris Duclos em supostas práticas irregulares no marketing da Vivo gerou diversas matérias e comentários no mercado de comunicação e também mudanças na própria operadora de telefonia. Em meio ao escândalo, Amos Genish deixou a presidência da Vivo, em outubro de 2016. Ele foi substituído por Eduardo Navarro. Entretanto, o caso, até hoje, tem vários pontos obscuros, que permanecem, entre outros fatores, pelo enorme esforço feito pela Vivo para não se pronunciar sobre o caso – a exceção foi o comunicado publicado no Valor Econômico, como medida da vitória judicial obtida por Cris Duclos.

Em entrevista concedida ao Meio & Mensagem em setembro do ano passado, Cris declarou que pleiteava um posicionamento formal da Vivo em relação ao assunto, alegando que, embora tenha respondido ao questionamento da CVM, a empresa não haveria sido enfática em relação ao envolvimento de seu nome em supostos casos de desvios financeiros. A publicação do comunicado foi a primeira vitória do casal no processo movido contra a Vivo desde que ambos passaram a ser assessorados pela Peixoto & Cury Advogados e pela Giusti Comunicação. Na mesma entrevista concedida ao Meio & Mensagem, na época, Cris declarou que a manifestação pública da Vivo em relação ao seu caso era fundamental para provar sua inocência. “Meu objetivo é que sejam abertos os documentos, para provar que eu não fiz nada errado. Se existe alguma denúncia, alguma irregularidade, eu tenho o direito de saber para o contraditório. Se não houve nada, quero que a empresa se pronuncie. Eu sei que a empresa tem suas policies, mas a minha situação é atípica, não posso ter a minha carreira prejudicada. Essa história não foi encerrada, fica parecendo que foi abafada. Eu quero buscar a prova da minha inocência”, disse a executiva, em setembro.

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