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O que o mercado espera após o impeachment

Entidades da indústria, comércio e varejo se manifestam sobre reflexos do desfecho da crise política

Roseani Rocha
31 de agosto de 2016 - 13h39

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Senadores durante discussões sobre o processo de impeachment (Crédito: Brazil Photo Press/Folhapress)

No mesmo dia em que o IBGE divulgou novos dados sobre a economia, dando conta de que o PIB caiu pelo sexto trimestre seguido (redução de 0,6% no segundo trimestre em relação ao primeiro e de 3,8% se comparado ao período equivalente em 2015), o Senado aprovava por 61 votos a 20 o impedimento da presidente Dilma Rousseff, em consequência da acusação de crime de responsabilidade no caso das chamadas pedaladas fiscais.

Algumas entidades se manifestaram a respeito. O Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), que chegou a pedir, em março, a renúncia da presidente, soltou comunicado no qual diz acreditar que agora “governo e sociedade civil devem olhar o futuro e trabalhar juntos para que o País volte a ter um ciclo de crescimento”. A entidade afirma ainda acreditar que o Brasil sairá fortalecido desse processo, com maior fiscalização das contas públicas e da ética na política.

Além disso, o IDV também sugere mudanças ao governo que assume: redução dos gastos públicos, desburocratização e reformas nas áreas política, trabalhista, previdenciária e tributária – sem detalhar as medidas que defende em cada uma dessas frentes.

O tom do comunicado assinado por Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), foi semelhante ao do IDV. Após citar os problemas da economia nacional, afirma que “agora é hora de virar a página, deixar as diferenças para trás, arregaçar as mangas e, de braços dados, reconstruir o Brasil”.

Para a Fiesp, o ajuste fiscal é “a mãe de todas as reformas” e Skaf, que foi candidato ao governo do estado de São Paulo, em 2014, pelo PMDB, defende que o equilíbrio fiscal seja feito sem aumento de impostos. Além disso, recomenda urgência na Proposta de Emenda Constitucional que institui um teto para os gastos públicos, a reforma na previdência, medidas para aumentar o crédito e queda da taxa de juros. “Chegou a hora de voltar aos trilhos da confiança, do desenvolvimento, da gestão eficiente, da boa governança, do crescimento e da geração de empregos e riquezas para o País”, disse no comunicado. Lembrou, na sequência, no entanto, que as medidas necessárias são complexas e os resultados serão obtidos “com o tempo”.

Guilherme Dietze, assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), afirma que a expectativa da entidade e de outras instituições, após o fim do processo de impeachment, é de melhora na confiança dos agentes econômicos, o que é crucial para a retomada de investimentos. “Mas estamos falando de um governo entrando em setembro. É um tempo curto para ter resultados este ano”, afirma Dietze.

Enquanto na macroeconomia espera-se que o governo em questão se volte a fatores como superávit primário, câmbio flutuante e metas de inflação, na micro, já começam a existir sinais de uma “saída do fundo do poço”, segundo o analista. A projeção de queda de 5% do varejo este ano, por exemplo, já foi alterada para estabilidade.

O PIB deve ter queda de 3,5% este ano e para 2017, a Fecomercio prevê um novo ciclo de alta, em torno de 1,5% a 2%.

 

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