Avon cria fundo para fomentar audiovisual feminino

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Avon cria fundo para fomentar audiovisual feminino

Fundo Avon de Mulheres no Audiovisual (Fama) começa a receber projetos, assinados por diretoras, em 1º de dezembro

Roseani Rocha
30 de novembro de 2017 - 12h04

Em evento na noite desta quarta-feira, 29, na Vila Madalena, na capital paulista, com a presença de Debora Ivanov, diretora-presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), a Avon oficializou a criação do Fundo Avon de Mulheres no Audiovisual (Fama).  Marise Barroso, vice-presidente de marketing da companhia de beleza, ressaltou a longa relação da empresa com as mulheres e o quanto a falta de equilíbrio entre estas e os homens ainda é gritante em alguns setores, sendo o audiovisual um deles. No Brasil, alertou, somente 2% dos filmes produzidos são dirigidos por mulheres e 8% têm roteiros assinados por elas.

As diretoras Monique Gardenberg e Juliana Vicente (Crédito: Divulgação / Marcus David)

E a meta é fazer com que um dia haja equilíbrio. Para isso, a companhia passará a apoiar mais fortemente produções dirigidas por mulheres, recebendo inscrições de produtoras a partir do dia 1º de dezembro. Como piloto da iniciativa, a marca já apoia três projetos em produção: os longas Pedro, de Laís Bodanzky, e Paraíso Perdido, de Monique Gardenberg; e o documentário Diálogos com Ruth de Souza, de Juliana Vicente.

As duas últimas participaram do lançamento do Fama pessoalmente e Laís Bodanzky, assim como o ator Cauã Raymond, protagonista de seu filme, gravaram mensagens em vídeo celebrando a iniciativa. Juliana ressaltou a importância do apoio da Avon na construção de novas narrativas, como a que faz sobre a veterana atriz negra brasileira, representante de uma geração de mulheres cujas histórias foram muito apagadas. E Monique ressaltou a importância do primeiro apoio financeiro que conseguiu para seu projeto, justamente o da Avon, uma vez que a partir dele é que os cineastas normalmente ganham ânimo para a tarefa difícil de produzir um filme no Brasil e acreditar na realização do projeto. “A necessidade de reverter esse quadro de desigualdade é muito urgente, principalmente num País que se tornou muito violento nas redes sociais”, afirmou Monique.

As inscrições de projetos nessa primeira edição do Fama vão até 30 de janeiro de 2018. Marise Barroso também lembrou da baixa representatividade das mulheres no meio criativo da publicidade brasileira e que há algum tempo a Avon começou a se empenhar mais no apoio a projetos audiovisuais, citando como exemplos o Festival do Minuto, de 2012; o filme Que horas ela volta, de Anna Muylaert; Repense o Elogio, de Estela Renner; e ações como a Campanha para o Dia das Mães, feita pelo coletivo We are Magnolias, e o vídeo O Caminho, encampado pelos Institutos Avon e Maria da Penha. “O audiovisual precisa do olhar feminino. Namoramos com o tema há muito tempo e agora vamos casar com ele”, disse a vice-presidente de marketing da Avon.

Um dia antes de lançar o Fama, a Avon, por meio do Instituto Avon, também realizou um evento para lançar, em parceria com a ONU Mulheres, uma campanha contra a violência contra a mulher. A websérie “Quando existe voz”, em cinco episódios, teve estreia com “Violência Moral”, protagonizado pela atriz e empresária Luiza Brunet, que sofreu uma campanha de difamação pública movida por um ex-marido. Além dela, participa do episódio a educadora social Bel Santos (em todos os capítulos, a ideia é falar de um problema e ter uma especialista apontando formas de enfrentamento daquela situação). Assista ao primeiro filme, abaixo.

 

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