Começa a decisão para a Fox Sports

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Começa a decisão para a Fox Sports

Fim da Copa Santander Libertadores da América desafia canal esportivo a atrair público de novo

Bárbara Sacchitiello
11 de julho de 2012 - 9h01

As 40 mil vozes que ecoaram no ­Pacaembu na noite de 4 de julho celebravam o fim de uma longa espera. Pela primeira vez o Corinthians erguia o troféu da Copa Santander Libertadores da América. Para os torcedores e jogadores, ali se encerrou uma dura e importante luta. Já para a Fox Sports, o apito final do juiz marcou o começo de uma nova batalha.

Ao estrear no Brasil, tendo na manga a mais importante competição de futebol do continente, o canal esportivo não precisou de muito esforço para chamar a atenção. Por conta das aquisições da Fox International Channels, o Fox Sports Brasil era o único canal na TV paga com direito de exibir os jogos da Libertadores — tirando a exclusividade de vários anos da SporTV (Globosat). Terminado o torneio, o canal tem, agora, a missão de provar por que merece continuar recebendo a atenção dos espectadores.

“Nossa ideia é proporcionar mais informação e envolvimento ao público nas transmissões dos eventos esportivos a que temos direito”, conta Carlos Martinez, presidente da Fox International Channels. Por enquanto, os produtos que o canal possui para exibir no Brasil ,no segundo semestre, são a Copa Bridgestone Sul-Americana, a Serie A TIM (Campeonato Italiano) e o Campeonato Argentino. O canal também tem os direitos da Barclays Premier League (Campeonato Inglês), mas competirá com a ESPN, que também possui os direitos de transmissão da liga inglesa.

De acordo com dados do Ibope do mês de maio, enviados pelo próprio canal, a Fox Sports ocupou, na média, a segunda posição no chamado prime time (horário nobre). Também conquistou a vice-liderança na média total do dia entre o público masculino, de 18 a 49 anos.

“O torcedor brasileiro reverencia a Libertadores. Todos sonham com a classificação de seus clubes e essa audiência é o maior reconhecimento que poderíamos ter sobre a qualidade de nossas transmissões nessa competição”, avalia Gustavo Leme, diretor-geral da Fox International Channels do Brasil. Na opinião do executivo, o balanço desses primeiros meses do canal no Brasil é positivo, principalmente se considerado que, ao estrear, no dia 5 de fevereiro, a Fox Sports era um canal “sem teto”, já que não havia acertado sua entrada nas grandes programadoras de TV paga (como Net, Sky, ClaroTV e outras).

Negociação interrompida

A resistência das operadoras levou a Fox Sports a tentar alternativas para levar ao ar seu canal. O grupo chegou a negociar a compra do canal ­BandSports, do grupo Bandeirantes. Segundo informações apuradas por Meio & Mensagem, o contrato estava redigido quando dois fatores impediram sua assinatura: o preço — a Fox Sports julgou alto o valor de R$ 70 milhões pedidos pela Band — e, ainda, a preocupação com a falta de produtos televisivos para sustentar os dois canais no ar.

O grupo nunca confirmou tal negociação, porém, na coletiva de imprensa de lançamento do canal, o presidente da Fox International, Carlos Martinez, declarou que o canal poderia estabelecer parcerias de produção de conteúdo esportivo. “Neste momento não há uma negociação em andamento. Estamos concentrando nossos esforços na preparação da cobertura dos eventos previstos para o segundo semestre”, afirma, atualmente, Martinez. 

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