Seis Minutos: “Não é mobile first, mas user first”

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Seis Minutos: “Não é mobile first, mas user first”

Segundo o head de conteúdo Rodrigo Flores, nova plataforma de finanças vai ser construída com base nas preferências dos usuários

Igor Ribeiro
29 de abril de 2019 - 15h10

Nas próximas semanas vai ao ar o Seis Minutos, plataforma de conteúdo ligada ao C6 Bank, banco digital fundado por Marcelo Kalim, Carlos Fonseca e Lean­dro Torres, ex-sócios do BTG Pactual. Sua proposta é “levar conteúdo relevante e acessível a uma população ainda pouco informada sobre investimentos, crédito e consumo consciente”, segundo Rodrigo Flores, head de conteúdo da fintech.

 

Rodrigo Flores, head de conteúdo do C6 Bank (Crédito: Felipe Vita/ Seis Minutos/ Divulgação)

O jornalista, que esteve por 20 anos no UOL, sendo os últimos oito como diretor de conteúdo (saiu no início deste 2019), já divulgou parte da equipe: os editores Marcelo Sakate, Fabiana Futema e Daniel Pinheiro, a repórter Maeli Prado e o coordenador de vídeos Felipe Vita. Novos profissionais devem ser  anunciados nas próximas semanas. Sobre a nova empreitada, Rodrigo falou com Meio & Mensagem:

Meio & Mensagem — O quão estratégico é para um banco como o C6 investir numa plataforma de conteúdo? Especialmente num mercado bastante concorrido, onde operam players como Infomoney, Valor, Exame, Creditas etc.?
Rodrigo Flores — O C6 Bank definiu que uma de suas missões de impacto social é contribuir para fomentar e ampliar a educação financeira do brasileiro. O Seis Minutos surge com essa proposta. Queremos levar conteúdo relevante e acessível a uma população ainda pouco informada sobre investimentos, crédito e consumo consciente. Ainda há muita gente com dinheiro parado em conta corrente, tomando crédito com taxas altíssimas ou “investindo” em poupança. Portanto, não temos dúvidas de que ainda há espaço para mais conteúdo sobre esse tema.

Além da conexão óbvia com o c6, o que mais representa o nome “Seis Minutos”? Tem mais alguma conotação? 
Fizemos muitos exercícios até chegar a esse nome. No início do processo, pensamos em associar o site a palavras comuns no mundo da economia, como “Money” ou “Invest”. Percebemos que o caminho era outro, que deveríamos entregar valor para as pessoas, e que isso não necessariamente significa dinheiro. Então pensamos no que realmente importa na vida das pessoas, e surgiu com força o conceito de tempo. Quem não queria ter mais tempo? A partir daí chegamos no Seis Minutos. Além da discreta conexão com o banco — uma das poucas conexões, diga-se de passagem — esse intervalo de tempo define bem o que buscamos. Seis minutos não é muito, mas também não é pouco. É o tempo de um café, de uma pausa, de se informar sobre o que está acontecendo.

A estratégia de gerar milhões de cliques apenas para aumentar as páginas vistas e as impressões de banner já se mostrou insuficiente para garantir a saúde financeira de uma operação jornalística de qualidade

Está em vista um modelo de receita independente do C6? Conversam sobre publicidade, assinatura, native ad, branded content etc.?
O primeiro passo é estruturar a operação jornalística. Não é tarefa fácil colocar um veículo de pé, do zero, ao mesmo tempo em que um banco todo é construído. O passo seguinte é consolidar esse veículo. A monetização é parte natural desse processo, mas ainda não chegamos nesse estágio. O que dá para adiantar é que vamos buscar fontes de receita que não comprometam a experiência do usuário. A estratégia de gerar milhões de cliques apenas para aumentar as páginas vistas e as impressões de banner já se mostrou insuficiente para garantir a saúde financeira de uma operação jornalística de qualidade.

Então um dos focos do Seis Minutos é não ter (ou diminuir) a interrupção publicitária que costuma haver nas plataformas de conteúdo. Possui um foco forte em user experience?
Nós aqui gostamos de pensar em HX — ou, Human Experience. Vamos colocar uma versão bastante simples do site no ar e medir tudo. A ideia é evoluir a plataforma com base na experiência e feedback dos usuários. Ao menos em termos de layout e experiência, estaremos em beta constante.

Como vocês têm pensado conteúdo enquanto temas, editorias, categorias?
Queremos não só a notícia, mas explicar por que ela é importante e qual o possível impacto na vida das pessoas. O foco é economia, mas sempre com um olhar mais amplo. Não faz sentido pensar só em cluster, em temas muito fechados, porque as pessoas não se comportam assim quando estão online. O conteúdo de macroeconomia é consumido junto com esporte e entretenimento.

Não conseguimos cobrir todos os temas com a qualidade que esperamos, então vamos colocar mais energia naquilo que tem impacto na vida financeira das pessoas. Por exemplo: fofocas político-partidárias não nos interessam. Já as mudanças na Previdência são prioridade.

Há a intenção de ser uma fonte ativa do ecossistema de startups, por exemplo? Seria um dos targets principais?
Educação financeira e empreendedorismo são alguns dos nossos temas prioritários, mas não vamos nos ater apenas a esses tópicos. Vamos fazer jornalismo, e esperamos que nossos conteúdos ajudem as pessoas a economizar, investir e gastar melhor seu dinheiro.

Também está previsto conteúdo em vídeo. Como vê a importância do formato hoje? Há uma orientação mobile first, pensada também para engajamento em plataformas sociais?
Prefiro não pensar em mobile first e sim em user first. É certo que o mobile é a plataforma primordial de acesso, mas mesmo no mobile há uma infinidade de formatos. Há quem prefira assistir no YouTube, ou quem prefira receber por e-mail ou por WhatsApp. E há quem queira acessar um website. Então, nosso foco não é tanto no device, mas em garantir que a produção jornalística seja distribuída por todos os canais possíveis. Daí fica na mão do usuário decidir qual a forma mais confortável para consumir esse conteúdo.

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