New Media e Gannett se unem para formar gigante de notícias

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New Media e Gannett se unem para formar gigante de notícias

Com o acordo, avaliado em US$ 1,38 bilhão, empresas passam a deter mais de um sexto dos jornais diários do EUA


6 de agosto de 2019 - 10h46

Empresa será dona de 263 veículos de mídia, incluindo o USA Today (Crédito: Reprodução)

Por AdAge

A New Media, editora de jornais locais dos Estados Unidos, adquiriu a Gannett, empresa de mídia norte-americana que publica o jornal USA Today, em um acordo de US$ 1,38 bilhão que une duas das maiores cadeias de jornais diários dos EUA. A New Media vai pagar em dinheiro e ações o valor de US$ 12,06 por ação aos acionistas, deixando os titulares com cerca de 49,5% da empresa combinada.

A entidade fruto da fusão será uma gigante de notícias local que detém mais de um sexto de todos os jornais diários do País, incluindo USA Today, que chega a quase 9 milhões de leitores no impresso, de acordo com o analista da indústria Ken Doctor.

Michael Reed, presidente e CEO da New Media, manterá sua posição na nova empresa. Já o recém-nomeado presidente executivo da Gannett, Paul Bascobert, será CEO da subsidiária operacional da companhia.

O acordo acontece poucos meses após a Gannett ter combatido uma oferta pública da MNG Enterprises, apoiada pelo fundo especulativo Alden Global Capital. O movimento também aumenta a pressão sob outros donos de jornais locais americanos como Tribune Publishing, Lee Enterprises e McClatchy a buscaram por acordos.

As empresas afirmaram que o negócio vai criar sinergias de custos avaliadas em até US$300 milhões ao ano, eliminando empregos e racionalizando operações. A gestora de ativos Apollo irá emitir uma linha de crédito sênior de US$ 1,7 bilhão para a New Media. O valor será usado pela companhia para financiar parte da operação e eliminar dívidas existentes nos dois grupos.

A indústria de jornais está vivendo uma espiral descendente há anos, desde que a internet derrubou seu modelo de negócio. Os leitores migraram para o online e consomem notícias pelas redes sociais, derrubando as vendas de anúncios no impresso. Grande parte do mercado publicitário, por sua vez, está sendo devorado pelos gigantes Facebook e Google. Com isso, muitos jornais têm visto sua qualidade corroer com cortes em suas redações, tornando cada vez mais difícil convencer os leitores a pagar por assinaturas.

Os executivos dos jornais encontram poucas opções além de combinar uns com os outros para reduzir ainda mais os custos, desde o compartilhamento de operações de impressão até a eliminação de editores e designers. O número de funcionários nas redações de jornais caiu 47% entre 2008 e 2018, mais de 33 mil demissões, segundo o Pew Research Center. Até a sexta-feira, as ações da New Media haviam caído 11%, enquanto as da Gannett subiram 25% durante o ano.

*Tradução: Taís Farias

Crédito da foto no topo: Reprodução

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