Morre o jornalista Gilberto Dimenstein, aos 63 anos

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Morre o jornalista Gilberto Dimenstein, aos 63 anos

Fundador do site Catraca Livre, ele lutava contra um câncer desde o ano passado; ao longo da carreira, escreveu diversos livros e conquistou prêmios de jornalismo

Bárbara Sacchitiello
29 de maio de 2020 - 11h45

Dimenstein, em entrevista concedida ao UOL, em março deste ano (Crédito: Reprodução/UOL)

O jornalista Gilberto Dimenstein, fundador do site Catraca Livre, morreu na manhã desta sexta-feira, 29, aos 63 anos. No ano passado, Dimenstein foi diagnosticado com um câncer de pâncreas e metástase no fígado e vinha lutando contra a doença. Ele deixa a esposa, dois filhos e um neto.

O profissional colaborou com a Folha de S.Paulo por 28 anos, de 1985 a 2013. Ao longo desses anos, dirigiu a sucursal do veículo em Brasília, foi correspondente em Nova York e chegou a ser membro do Conselho Editorial. Além da Folha, também trabalhou na CBN, Jornal do Brasil, O Globo, Correio Brasiliense e nas revistas Veja e Visão.
Em 2009, criou o projeto do Catraca Livre, cuja proposta era selecionar e divulgar as atividades gratuitas e acessíveis de cultura, lazer, educação e empreendorismo. O portal chegou a receber prêmios internacionais e também no Brasil pela sua atuação e pela proposta de democratizar o acesso à cultura e a informação.

Em 1988 e 1989, Dimenstein foi vencedor do Prêmio Esso, por reportagens escritas para a Folha. Conquistou também Prêmios Líbero Badaró de Imprensa, Prêmio Comunique-se e um Prêmio Nacional de Direitos Humanos. Escreveu diversos livros ao longo da carreira, como “O Cidadão de Papel” (pelo qual conquistou o Prêmio Jabuti de literatura), além de A República dos Padrinhos: Chantagem e Corrupção em Brasília”, “As armadilhas do poder – Bastidores da imprensa”,”A Guerra dos Meninos – Assassinatos de Menores no Brasil”, “A Democracia em Pedaços” e outros.

Em dezembro do ano passado, em depoimento dado à Folha, Dimenstein relatou sobre a maneira como a doença havia transformado sua forma de ver a vida. “Câncer é algo que não desejo para ninguém, mas desejo para todos a profundidade que você ganha ao se deparar com o limite da vida. Não queria ter ido embora sem essa experiência”, disse o jornalista, na época.

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