Schaeffer: com SIM, Globo quer fomentar vinda de clientes

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Schaeffer: com SIM, Globo quer fomentar vinda de clientes

Diretor de negócios integrados em publicidade da empresa detalha plataforma que visa levar pequenos e médios anunciantes para a televisão

Teresa Levin
5 de junho de 2020 - 6h00

Eduardo Schaeffer , diretor de negócios integrados em publicidade da Globo.

Apresentada ao mercado publicitária nesta semana, a plataforma SIM foi desenvolvida pela Globo ao longo do último ano e chega em um momento em que poderá auxiliar pequenos e médios negócios a enfrentarem a crise provocada pela pandemia da Covid-19. Quem defende esta ideia é Eduardo Schaeffer, diretor de negócios integrados em publicidade da Globo. Na entrevista abaixo, ele comenta os detalhes por trás da criação desse projeto, que possibilita que anunciantes tenham um plano de mídia e um comercial desenvolvidos a partir da ferramenta. No ar em um formato beta, a plataforma está disponível para algumas praças e inclui apenas a TV aberta neste momento, mas a ideia é que chegue a todo o Brasil e envolva também todo o portfólio da Globo na TV paga e nas mídias digitais. Confira abaixo trechos da entrevista com o executivo da Globo.

Meio & Mensagem – Como surgiu a ideia de criar o SIM?

Eduardo Schaeffer – Ele está alinhado com duas diretrizes fundamentais que a Globo adotou há um tempo e vem seguindo. A primeira é um movimento de qualquer empresa de mídia no mundo para se tornar uma mídia tech. Uma empresa de mídia que tem como alicerce, para sua entrega, o uso amplo de tecnologia, não como ferramenta exclusivamente, mas como instrumento para melhorar o negócio. É uma mudança grande, a tecnologia para nós não é uma área da qual demandamos um projeto e alguém responde dizendo que está sendo implantado. Temos equipes de tecnologia permeando todas as áreas de negócio. Tenho gente de tecnologia em todas as reuniões estratégicas, lançamentos de produtos publicitários, etc.  Um outro alicerce fundamental é olhar para nossos ativos entendendo que devem ser cada vez mais acessíveis e relevantes para o mercado publicitário. E acessibilidade  e relevância precisam lançar mão do  instrumento da tecnologia para viabilizar que, empresas que até hoje não tinham  a Globo em seu alvo como alternativa para publicidade, pudessem olhar para a gente e falar: a Globo pode ser fundamental na minha estratégia de comunicação. São empresas que já operam no mundo publicitário, assim como as que não tem um desenho estratégico para publicidade, que são de pequenas regiões do País. A gente vem fazendo uma série de desenvolvimentos para ter este tipo de entrega.

M&M – Como o SIM? Pode citar mais  exemplos?

Schaeffer – Sim, são dois movimentos recentes relevantes. Na semana passada entregamos o Globo Ads, uma ferramenta que disponibilizamos para os atuais anunciantes e agências, que permite que façam um acompanhamento das entregas que já fazemos. É um app que dá informações como: o slot vai sair em dois minutos, avisamos acompanhar os resultados, ou, por exemplo, mostramos quando há oportunidade para determinada peça publicitária em um conteúdo. Tem estas e outras funcionalidades relevantes para fazer da entrega publicitária não só uma entrega, mas uma prestação de serviço. Já o SIM  ajuda o mercado e fomenta uma aceleração, um fortalecimento. Viabiliza que pequenos anunciantes – o foco são anunciantes que não anunciam na TV -, que não tem este processo no seu dia a dia, entendam que existe um caminho viável para a TV. Com suas diferentes funções, permite que se faça sem um conhecimento profundo, um desenho de  locação de mídia em determinados programas, para que eu possa fazer uma criação muito simples de um filme ou o upload de um filme, caso ele tenha contrato com alguma produtora local. E pode estar atrelado a agencias vinculadas ao cliente ou a que ele venha se vincular.

M&M – Pode interessar a anunciantes maiores?

Schaeffer – Foi desenhada para aumentar o acesso dos clientes à Globo. Um cliente que já é da empresa, que já tem sua estrutura de agência ou suas agências, que opera com produção de conteúdo, não vai encontrar ai algum privilégio que o faça mudar, pelo contrário. É uma ferramenta que coloca a empresa em uma nova realidade, queremos fomentar a vinda de clientes, aumentar o potencial de clientes a serem abordados. Estamos abrindo a boca do funil, criando um caminho. Se a gente, historicamente, acabou não tendo uma ferramenta ou solução para este cliente, ele saiu da mídia tradicional ou adotou alguma estratégia de divulgação que só encontrou um caminho nas mídias digitais. Estamos justamente ajustando isso, para ele ter esta oportunidade olhando para o mundo da TV em sua mais diferentes plataformas.

 M&M – O projeto estava sendo desenhado há quanto tempo?

Schaeffer – O desenvolvimento da ferramenta durou um ano porque é complexa, mas calhou de ficar pronta em um momento em que o Brasil precisa muito. Sabemos o quão difícil está sendo – e será – para as pequenas e médias empresas Brasil à fora conseguirem retomar, sair da crise, para voltar a uma atividade normal. Vai demorar, é indiscutível. A Globo entende que tem um papel crucial, precisamos ajudar estas empresas a fazerem este processo ser um pouco mais tranquilo, rápido. Para ajudar nisso, podemos dar acessibilidade a estas empresas aos nosso principal ativo que é nossa mídia e a capacidade de falar com tanta gente.

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