Pitching virtual mantém ativa a busca por projetos

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Pitching virtual mantém ativa a busca por projetos

Produtoras, emissoras e roteiristas promovem rodadas virtuais de apresentações de negócios durante o período de pandemia

Bárbara Sacchitiello
14 de agosto de 2020 - 6h00

Bruno Mazzeo, em episódio do Diário de um Confinado; profissionais da Globo fizeram rodadas virtuais para apresentar projetos (Crédito: Divulgação)

Foram diversas as formas pelas quais a pandemia da Covid-19 impactou o setor do audiovisual. A mais imediata, logo no início da fase de distanciamento social, foi a interrupção de produções para preservar a saúde de elenco e equipes e evitar focos de contaminação. A impossibilidade de gravar conteúdos inéditos fez com que as produtoras, veículos e outras empresas de cadeia recorressem a soluções remotas para manter sua engrenagem ativa enquanto o coronavírus ainda se faz presente. Nos últimos meses, diversos programas de TV, webséries e produções digitais exibidas foram gravados, dirigidos e editados com cada parte dos profissionais envolvidos trabalhando diretamente de suas casas.

Outra fase importante desse fluxo de produção também teve de buscar alternativas. O pitching, as rodadas de apresentação em que produtoras, roteiristas e autores apresentam seus projetos para veículos ou outros parceiros que possam investir em sua realização, encontraram no digital um território para continuar acontecendo.

É importante destacar, no entanto, que não foi a chegada da pandemia que trouxe esse modelo de apresentações digitais ao setor. “Nós já fazíamos pitching remotos há algum tempo. A Covid-19 só consolidou mais essa tendência”, comenta Andrea Barata Ribeiro, sócia e diretora-executiva da O2 Filmes. “Grandes players estão em lugares diferentes do mundo. Saber fazer reuniões e apresentar material virtualmente já é algo que fazíamos. Locomoção, hoje em dia, é difícil, poluí e muitas vezes faz com que percamos horas no trânsito”, complementa Andrea, destacando, no entanto, que deve existir um equilíbrio entre as reuniões virtuais e as presenciais. A O2, assim como outras produtoras do mercado, vem fazendo trabalhos publicitários de forma remota desde o começo do período da quarentena.

A sócia e diretora-executiva destaca que o foco da empresa foi dar continuidade aos trabalhos que estavam interrompidos e que, por isso, participou de diversas reuniões junto a sindicatos, Spcine e outras entidades do segmento, mas pontua que não participou de nenhum encontro do setir que visasse definir novas formas de realização de pitchings. “Acho que cada player vai decidir sua forma de receber projeto”, coloca.

A O2, assim como outras produtoras do mercado, vem fazendo trabalhos publicitários de forma remota desde o começo do período da quarentena. A sócia e diretora-executiva destaca que o foco da empresa foi dar continuidade aos trabalhos que estavam interrompidos e que, por isso, participou de diversas reuniões junto a sindicatos, Spcine e outras entidades do segmento, mas pontua que não participou de nenhum encontro do setir que visasse definir novas formas de realização de pitchings. “Acho que cada player vai decidir sua forma de receber projeto”, coloca.

Com a proposta de estimular outros encontros virtuais do gênero, os roteiristas Bruno Bloch e Filippo Cordeiro, autores do podcast Primeiro Tratamento, que também aborda o setor do audiovisual, criaram um projeto de ptichings virtuais para incentivar a circulação de projetos e ideias. A proposta dos encontros começou, na verdade, antes da pandemia. Em janeiro, os roteiristas receberam a ideia de um ouvinte, que sugeriu uma rodada de negócios online para a apresentação de projetos. A chegada da quarentena despertou o interesse dos profissionais em retomar o projeto.

Em julho, também de forma remota, os Estúdios Globo promoveram pitching para o Globoplay e para os canais lineares, com o objetivo de definir os programas que serão exibidos em 2022. A comunicação da emissora destaca que todos os projetos apresentados nessa rodada são de talentos contratados da casa. As conversas com parceiros externos e produtoras independentes, no entanto, não pararam. Sobretudo para a plataforma de streaming Globoplay, a empresa relata que vem sempre buscando novos olhares e histórias a serem contadas. “Neste momento, o Globoplay está ouvindo e discutindo esses projetos remotamente com as produtoras”, diz a área de comunicação da plataforma.

Embora não tenham sido criados a partir de pitchings virtuais com parceiros externos, alguns dos novos projetos que o Globoplay colocou no ar no período também partiram de conversas remotas entre a plataforma de streaming e os talentos e equipes da casa. Com os Estúdios Globo, por exemplo, foi firmada uma parceria para o desenvolvimento de séries de humor sob a temática da quarentena, como Sinta-se Em Casa, com Marcelo Adnet; Sterblitch não tem um Talk Show, com Eduardo Sterblitch; Diário de um Confinado, com Bruno Mazzeo e Joana Jabace, e Cada um no seu Quadrado, com Paulo Vieira e Fernando Caruso.

A íntegra desta reportagem está publicada na edição semanal de Meio & Mensagem, que até o fim do mês pode ser acessada gratuitamente pela plataforma Acervo, onde é possível consultar ainda todas as edições anteriores que circularam nos 42 anos de história da publicação. Também está aberto a todo o público, até o final do mês, gratuitamente, o acesso à versão digital das edições semanais de Meio & Mensagem, no aplicativo mobile, disponível para aparelhos com sistema iOS e Android.

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