Brasil é ponto estratégico para Clubhouse

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Brasil é ponto estratégico para Clubhouse

Empresa pretende ter escritório no País, mas se concentra na versão para Android e na tradução da plataforma

Thaís Monteiro
1 de abril de 2021 - 11h34

Desde que popularizado no Brasil, em fevereiro, o Clubhouse tem alimentado uma comunidade de pessoas em conversas sobre tópicos diversos, desde discussões dobre o Big Brother Brasil, até debates políticos e shows. Lançado em 2020 nos Estados Unidos para trocas entre profissionais do Vale do Silício, a plataforma obteve grande presença brasileira e, na noite desta quarta-feira, 31, os fundadores do Clubhouse realizaram uma apresentação ao Brasil, anunciaram melhorias na plataforma e responderam perguntas dos ouvintes.

 

(Crédito: Erin Kwon/Unsplash)

De acordo com Paul Davison, co-fundador e CEO no Clubhouse, o Brasil é um dos países mais importantes para a plataforma. Por isso, a empresa contratou alguém que fale português para melhor atender as demandas dos usuários brasileiros no suporte da plataforma. Além disso, o executivo afirmou: “Queremos ter um escritório em operação no Brasil, com gente in loco ajudando a criar experiências melhores”.

O Brasil já conta com clubes bem estabelecidos e influenciadores da plataforma. Recentemente, uma dupla de trabalhadores do segmento de música criaram um festival de música que buscam trazer para o presencial. Davison contou que estuda como desenhar um programa de embaixadores.

Por ora, a empresa está focada no desenvolvimento da versão do aplicativo para o sistema Android, prevista para ser lançada em maio. O Clubhouse só está disponível em inglês e para usuários do iOS, da Apple, que não é o sistema operacional mais usado no Brasil (apenas por 11% da população).

Em seguida, a plataforma vai se empenhar em trazer a plataforma para o português. “Agora estamos priorizando mais o Android antes de tornar o aplicativo mais local. Nos queremos traduzir, mas muito do conteúdo é pela fala e, então, as pessoas ainda conseguem usar o aplicativo para se comunicar”, descreveu o CEO.

O executivo também comentou de que forma o Clubhouse enxerga os algoritmos ou recursos de engajamento. Segundo Paul, a intenção da plataforma não é criar ferramentas para expressar curtidas ou então espaço para comentários, visando evitar formas de que os usuários possam se sentir mal. “Queremos as pessoas unidas”, disse. “O Clubhouse é um novo tipo de plataforma social baseada em voz e onde pessoas ao redor do mundo se unem. O nosso objetivo é criar relações verdadeiras humanas em que você feche o aplicativo com a percepção que criou vínculos e relacionamentos de verdade”, afirmou.

Outra novidade que a empresa prepara é ferramentas para limitar o número de participantes em conversas para usuários que desejam criar salas para falar com seu círculo mais próximo. Paul ainda sinalizou que gostaria de ver mais veículos de notícias criarem formatos para o Clubhouse, pois acredita que é um segmento que ainda não faz tanto uso da plataforma e é um conteúdo útil diariamente e que gera conversas e novas relações.

**Crédito da imagem no topo: Marco Piunti/iStock

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