Futuro do mercado M.I.C.E: quatro dicas poderosas

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Futuro do mercado M.I.C.E: quatro dicas poderosas

O termo acima meetings, incentives, conferences e exhibitions, ou seja, uma boa parcela das atividades que acontecem dentro do guarda-chuva live marketing


29 de maio de 2019 - 16h13

(Créditos: andresr-iStock)

Fui convidado, recentemente, a passar um sábado inteiro com um grupo de profissionais do live marketing em uma sala de hotel em uma sessão think tank para desenvolver visão de futuro para esse setor. Em um país dinâmico como o nosso, pensar no planejamento do próximo ano já é um desafio espetacular. Imagine pensar no futuro de um setor daqui a dez, 20 anos… Pois é! Não tinha nenhum futurólogo na sala e ninguém levou bola de cristal. Então, o exercício foi algo parecido com uma sessão de design thinking. Veja abaixo algumas das conclusões a que chegamos:

Atratividade dos eventos: Continua em alta, sempre. Os seres humanos são gregários e, mesmo com uma alta taxa de digitalização das nossas vidas e atividades, a necessidade do calor humano e da confiança olho no olho não irá diminuir. Muito pelo contrário. O desafio será como ampliar a experiência dos participantes sem perder relevância.

Formatos: Mais dependentes da infraestrutura. Mesmo daqui a 20 anos, o mundo corporativo ainda vai precisar de alvarás e licenças para formalizar qualquer ação de live marketing em qualquer lugar e momento. O compliance é um caminho sem volta e em um mundo de fake news termos a sustentação da vida real um pilar básico de segurança para esse setor. Não sermos tão dependentes da forma estética será o grande desafio. É mais a missa do que a catedral.

Venues/locais: Maior disponibilidade de espaços ecléticos e com alto grau de adaptabilidade. Lugares diferenciados em alta. Tudo que reforce a experiência no site será bem-vindo. Jornada completa fazendo parte da equação. A integração do Uber com o local/jantar/ambiente. O poder público, finalmente, entende o potencial do setor como vetor de desenvolvimento econômico e passa a ver os agentes do live marketing/MICE não como geradores de impostos, mas geradores de receitas.

Engajamento: Tecnologia ajudando a manter as conexões emocionais acessas. 365/24/7 mas sem gerar burnouts. Gestores sabendo trabalhar com o F.O.M.O (fear of missing out) e com o J.O.M.O (joy of missing out). A evolução do brand experience para life experience. Múltiplas possibilidades de ativação de marca e omnichannels fazendo a comunicação com os usuários

Mas existiu, além das quatro conclusões acima, outro consenso muito grande entre os participantes, o fator eureca… A grande ideia. O actionable insights matador. A criatividade humana nunca pode ser subjugada e o melhor evento do mundo sem emoção não vale nada. Como criar a conexão emocional através do live marketing é um desafio hoje e será para sempre, daqui a dez, 20, 30 anos. Mas essa característica básica dos seres humanos de querer se envolver através das emoções é imutável. Os resultados completos desse think tank serão apresentados nos próximos dias 5 e 6 de junho no Congresso MICE Brasil, paralelo ao evento EBS no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.

*Crédito da foto no topo: Ellagrin-iStock

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